CASAMENTO BLINDADO

Pegando carona no programa do casal bonitinho da Record, vou falar de um assunto bem delicado na vida de um casal que tenta engravidar.

Eu e meu marido, desde o início do nosso relacionamento sempre prezamos pela conversa. Sempre nos permitimos falar de todo e qualquer assunto. Durante o namoro, conversávamos sobre a vida de solteiros, coisas que gostávamos de fazer sozinhos, sonhos, lutas, faculdade, trabalho, etc.

Se tínhamos algum tipo de atrito tentávamos resolver o quanto antes, não era nosso costume deixar pra lá, deixar pra depois… porque mágoas deixadas de lado correm o risco de se tornarem ressentimentos e ressentimento pode causar uma separação.

Sempre oramos e estudamos a bíblia juntos. Enquanto namorados tentávamos tirar um tempinho, pessoalmente ou por telefone para orarmos e trouxemos esse costume para nosso casamento.

Credito a estas atitudes tomadas desde o começo do namoro, um relacionamento maravilhoso depois que casamos, mesmo com um início financeiramente difícil. Enfrentamos as dificuldades financeiras com muita conversa, companheirismo e apoio. Não tivemos brigas e nossa adaptação como casados foi muito tranquila.

Graças a esse tipo de relacionamento que adotamos desde sempre, que ao nos depararmos com a dificuldade de engravidar e todo o processo subsequente, nos mantivemos firmes com um amor aumentado e um CASAMENTO BLINDADO! (Ai que lindo, até rimou!!! hahahahahaha)

Pra quem está por acaso lendo este Post e  não faz ideia do que seja o Coito Programado, trata-se de um tratamento alternativo para casais com dificuldade de engravidar. Na verdade, é um dos primeiros passos a se tomar.

É uma técnica consagrada e pouco invasiva para estimular a fertilidade e a fecundação. Se o casal tiver a devida capacidade reprodutiva a administração de medicamentos orais ou injetáveis acontece para estimular o crescimento do folículo ovariano de modo a levar à liberação do óvulo. E uma vez estimulado, deve-se fazer US seriadas para se saber a provável data em que o óvulo será liberado sendo que medicamentos são aplicados na mulher e há data e horário, sim, DATA E HORÁRIO, para que a relação sexual ocorra!

Essa é a parte desgastante, chega um momento em que você não tem mais um momento íntimo com seu marido, mas sim um momento de FAZER FILHO!

Se o casal não tiver uma cumplicidade gigantesca, o casamento pode desmoronar.

Para tentar amenizar toda essa situação, sempre conversamos muito, rimos um da cara do outro, falamos o que estamos sentindo, oramos e isso tem, com toda certeza, contribuído para nos unirmos ainda mais.

Esta fase não é fácil, mas é necessária ao processo da busca do sonho de gestar.

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A história continua…

CIRURGIA II – VOLTANDO AO INÍCIO

Me preparei para a segunda cirurgia. Mesma coisa que a primeira , correr atrás de fazer todos os exames, liberação do plano de saúde, passar pelo anestesista, agendar data e enfim, esperar o dia para me internar no hospital.

Eu tinha muitas dúvidas de como seria essa nova fase no tratamento, se engravidaria, se sofreria.. tanta coisa…

Tudo certo e pronto. Fomos à Maringá, eu me meu marido e chegando ao hospital não havia vaga no setor correto, sendo que eu fui realocada em uma ala diferente da que deveria ficar.

Affffff….. pensa num atendimento ruim que recebemos… não me deram os remédios que deveria tomar e por isso não dormi direito, até um Aedes Aegypti (mosquito da dengue), encontramos no quarto! Foi tenso!

Minha cirurgia estava marcada para 06:30 da manha, era 07:30 e nem a roupinha da vergonha não tinham me trazido, quando a enfermeira chega no quarto e me pergunta: “ué, não era pra você estar na cirurgia?”, e eu calmamente e plena (por dentro não, estava bufando) respondo, pois é…. até agora ninguém veio me buscar nem me preparar para ir ao centro cirúrgico!

Aí, educadamente ela voltou e jogou a roupinha da vergonha na cama e disse: “se troca, o enfermeiro já está vindo te buscar”… eu respondi.. sim senhora!!!

Depois que cheguei ao centro cirúrgico… foi só alegria… êta sono bom esse de anestesia geral heim!!! Quem nunca tomou uma, recomendo!!! MENTIRAAAAA!!!!! Não façam isso, sou doida mesmo!!!! Hahahahaha

Mas a cirurgia foi tudo bem, demorou tipo uns dez minutos, 09:30 já estava no quarto, mas daí até eu acordar… já são outros quinhentos!!!! Qualquer dia, coloco meu marido pra contar como fico depois das cirurgias…

Descobri que teria que tomar mais um mês de zoladex… a bicha da endometriose grudou em mim de um jeito… que olha….

Terminado o tratamento com a Zoladex, fomos novamente ao médico para que ele nos dissesse como faríamos de agora em diante. Como eu e meu marido somos jovens, ele nos orientou a tentarmos naturalmente por seis meses primeiro, essa não era minha vontade, pois já tinha estudado a respeito da endometriose (grau IV – severa) e os estragos que ela pode fazer no sistema reprodutivo, já queria partir direto para a Fertilização In Vitro, mas o médico não pensava assim.

Meu maior medo, além de não engravidar nesse período, era ter que me tratar novamente com Zoladex, meu médico garantiu que isso não aconteceria (uhum… sei…).

Que comecem os jogos, não é assim? Vamos voltar ao início de tudo, indutores, controle de ovulação, US, muitas idas a Maringá, coito programado (isso pode acabar com um casamento – clique aqui), injeções e muitos medicamentos.

Todo mês, de novo aquela frustração do segundo palitinho não aparecer, exames de sangue negativos, a sensação de impotência perante essa doença silenciosa e tão devastadora é sem igual.

Ao final desses seis meses, mais precisamente em dezembro de 2016 nada de gravidez e triste por não ter conseguido marco, mais uma vez, outra cirurgia para ver como havia sido o progresso da endo em mim.

Ao término de mais uma internação para o procedimento e no retorno à clínica após o período de repouso para retirada dos pontos, o médico vem com mais notícias ruins.

Ele disse que minha endometriose é muito severa, que em apenas seis meses ela havia se alastrado novamente e que havia focos novos, que não estavam ali antes.

Que beleza, que alegria, tem boa notícia pra me dar não? Chega né…

Concluímos que não haveria outra opção a não ser a FIV

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A história continua…

ZOLADEX, BENDITA MALDITA!

Então uma vez diagnosticada minha endometriose grau IV (profunda), meu médico indicou o uso de um medicamento chamado Zoladex. Uma injeção que deveria ser aplicada uma vez por mês na região do umbigo.

Mas o que era esse medicamento? O que ele faria comigo? Qual sua função no meu organismo? E os efeitos colaterais dele?

Eu não sabia nada, nunca havia ouvido falar, então lá fui eu ao querido salvador da pátria Google!

Quase morri do coração quando comecei a ler os efeitos colaterais (leia aqui)!

Quando li que minha voz iria engrossar (não iria não, esse é um efeito pouco recorrente, mas pra mim, já iria virar um locutOr de rádio hahaha), achei que fosse engordar uns 80 quilos. São muitos os efeitos, mas senti forte somente alguns.

Zoladex em simples palavras, induz artificialmente a mulher à menopausa, sim, MENOPAUSA, eu já sei o que é isso desde dos 28 anos!

Esse tipo de medicamento atua no eixo hipotálamo-hipófise-ovário. Ok, não entendi nada!!!! Calma, vou explicar…

O funcionamento normal dos ovários depende da secreção do hormônio GnRH que é produzido no hipotálamo, uma pequena área que fica dentro do cérebro. Este hormônio vai agir sobre a hipófise, que também fica no cérebro e, devido à ação do GnRH libera os hormônios luetinizante(LH) e folículo estimulante (FSH). Estes dois hormônios vão atuar sobre os ovários controlando o ciclo menstrual, ou seja, determinam a produção pelos ovários de estrogênio e progesterona.

Os implantes de endometriose (fora do útero) funcionam de forma semelhante ao endométrio que esta dentro do útero, isso quer dizer que precisa do hormônio estrogênio para sobreviver.

Os análogos do GnRH vão agir sobre a hipófise, impedindo a ação do GnRH e como consequência não teremos LH e FSH e por sua vez os ovários param de funcionar, levando a mulher a um estado de hipoestrogenismo, semelhante ao que acontece após a menopausa.

Dessa forma o que alimenta a endometriose é a menstruação, para que a minha não progredisse o tratamento indicado foi o uso da Zoladex durante seis meses. Eu usei a 3,6 uma vez por mês.

Existem outros medicamentos que proporcionam o mesmo efeito no organismo e são menos desgastantes digamos assim, ou seja, os efeitos colaterais não são tão ruins.

Nessa lista, podemos encontrar o Allurene, que é um repositor hormonal à base de dienogeste, um tipo de progesterona, que inibe a produção do estrógeno no endométrio. Como sabemos, é o estrógeno que alimenta a endo e com esse hormônio sintético de progestina, “as lesões não recebem mais o alimento e morrem de fome”, explicou Theo Vander Loo, presidente da Bayer no Brasil. Sem alimentar as lesões de endometriose, o Allurene promete combater às dores pélvicas e também à dispareunia, a dor durante as relações sexuais. Este usei somente um mês, outro dia conto toda a história.

A primeira aplicação (pensa numa injeção dolorida, tenho as cicatrizes dos  buraquinhos na minha barriga), foi tranquila (SQN) e minha menstruação já não veio desde então.

As ondas de calor (calorão como diz a minha e a sua mãe, certeza) começou somente a partir da segunda dose!

Meu pai, que calor.. algo terrível de explicar, que não tem hora nem lugar pra acontecer que te deixa sem rumo e sem direção! Seu rosto e peito ficam vermelhos, você começa a transpirar na linha da coluna nas costas e na testa! É vergonhoso!!! Hahahaha

E a noite? Que você está lá deitada com uma cobertinha deliciosamente quentinha abraçada a seu esposo e vem a desgraça do calor!!! É insuportável, meu marido  coitado, acordava e me ajudava a me abanar com os travesseiros até que esse calor todo passasse!!! E quando passava, vinha o frio, credo que frio! O pobre sofreu comigo todas as noites… me ama mesmo, porque pra me aguentar….

E o humor!!!! Não que eu seja brava ou qualquer coisa, sou uma santa!!! Mas nesse período a coisa ficou feia… Ao mesmo tempo que eu estava calma e tranquila, eu já virava “no Jiraiya”, e ficava louca, tá insuportável, cofesso… nunca tive TPM, pra alegria do meu marido… mas ele pagou todos os pecados dele durante os meses de tratamento com Zoladex, porque nesse período eu me encontrava constantemente de TPM, haja paciência comigo!!!

Tirando tudo isso, até que passou rápido esse período, e em março de 2016 faria uma nova cirurgia para verificar se o tratamento havia surtido efeito.

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A história continua…

ENDOMETRIOSE, O QUE É?

 

Quem está tentando engravidar sempre busca informações dos possíveis motivos de o positivo tão esperado ainda não ter chegado e eu não era/sou diferente.

O Google coitado, já está até enjoado de tantas coisas que pesquiso a respeito.

Mas você que está lendo, mesmo que nem passe por sua cabeça ser mãe, leia até o final desse post (tá grandinho, mas vale) ele pode te ajudar…

Eu já tinha ouvido falar a respeito da endometriose e sabia vagamente do que se tratava e bem mais ou menos a respeito de sus sintomas.

Mas eu não tinha endometriose, EU NÃO!

Quando meu médico me disse que a probabilidade de possuir a doença era de 98%, me preocupei, mas nem tanto, porque conhecia várias portadoras que já eram mães e comigo não seria diferente (olha que pensamento positivo Brasil).

Então fui procurar a respeito da endometriose e descobri que:

Trata-se de uma doença INCURÁVEL, apenas com tratamentos para aliviar a dor e amenizar outros sintomas (o pensamento positivo ali de cima, já não tava mais lá aquelas coisas…).

Endometriose é uma doença caracterizada pela presença do endométrio (tecido que reveste o interior do útero) fora da cavidade uterina, bexiga, intestino, ovários, trompas. Todos os meses o corpo feminino se prepara para uma gestação, deixando o endométrio com uma camada espessa para que o óvulo fecundado ali se implante e de início a uma gravidez.

Em um ciclo de uma mulher normal, não havendo fecundação e implantação, essa camada do endométrio de descola ocorrendo a menstruação e tudo é eliminado.

Com as mulheres portadoras da endometriose, um pouco (no meu caso MUITO) desse sangue (tecido endometrial) migra no sentido oposto e cai nos ovários ou na cavidade abdominal, causando a lesão endometriótica. As causas desse comportamento ainda são desconhecidas, mas sabe-se que há um risco maior de desenvolver endometriose se a mãe ou irmã da paciente sofrem com a doença, (não é meu caso, minha mãe não teve/tem problema algum para ter filhos, mas pode ser o seu).

É importante prestar atenção aos sintomas:

Os principais sintomas da endometriose são dor e infertilidade. Aproximadamente 20% das mulheres têm apenas dor, 60% têm dor e infertilidade, e 20% apenas infertilidade.

Existem mulheres que sofrem dores incapacitantes (EU! Só no primeiro dia) e outras que não sentem nenhum tipo de desconforto. Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Cólicas menstruais intensas e dor durante a menstruação;
  • Dor pré-menstrual;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Dor difusa ou crônica na região pélvica;
  • Fadiga crônica e exaustão;
  • Sangramento menstrual intenso ou irregular;
  • Alterações intestinais ou urinárias durante a menstruação;
  • Dificuldade para engravidar e infertilidade.

A dor da endometriose pode se manifestar como uma cólica menstrual intensa, ou dor pélvica/abdominal na relação sexual, ou dor “no intestino” na época das menstruações, ou, ainda, uma mistura desses sintomas.

Fontes: Dr. Sergio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Endometriose. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.165-173. Editora de Projetos Médicos. São Paulo-SP.

No meu caso, os sintomas não eram recorrentes, acredito que por isso que nunca passou na minha cabeça que poderia ser portadora.

As cólicas menstruais, quando ocorriam, eram sim intensas, tinha muito vômito, tonturas e muita fraqueza, diarreia, dor no corpo inteiro principalmente nas costas e pernas.

O que eu ouvia falar sempre, era que quem tinha endometriose deveria ter dor em TODOS os dias da menstruação (informação totalmente equivocada) e por não ter dor todos os dias da menstruação, eu acreditava não ter endometriose.

Se a doença for detectada logo no início, o tratamento poderá ser instituído precocemente, aumentando a efetividade de alívio dos sintomas. Para isso, a mulher deverá relatar ao médico as situações atípicas e quaisquer outros problemas que possam ser sintoma da endometriose.

Com minhas várias pesquisas a respeito, depois da descoberta da doença, comecei a procurar meios naturais de amenizar minhas cólicas e o imenso desconforto mensal. Encontrei então um estudo feito a respeito da eficácia do Resveratrol para doenças inflamatórias como a endometriose, por exemplo.

Este composto encontrado na natureza é ótimo para várias outras coisas sendo que me ative ao meu caso em particular, mas esse será um assunto para um único Post… Aguardem!!!

O objetivo aqui é auxiliar as mulheres com endometriose ou suspeita da doença além de conversar com seus médicos, na coleta e organização de informações relacionadas ao ciclo menstrual, como dor, impactos nas rotinas diárias e padrão de sangramento. Dessa forma, a conversa com o especialista fica mais fácil.

Consulte seu médico, caso tenha qualquer desses sintomas ou reações…

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O DIAGNÓSTICO

Como contei no post anterior, fiz a cirurgia para diagnosticar a endometriose (pra quem possivelmente não conheça esta doença, clique aqui).

Quando retornei ao quarto grogue da anestesia (muito doida na verdade, quem sabe eu conte pra vocês ou meu marido, já que ele sabe muito mais que eu das presepadas que falei e fiz! hahaha).

Tive que ficar com sonda, minha bexiga estava infestada de focos de endometriose e nas palavras do médico, como teve que mexer muito, era melhor eu não forçar sendo necessário o uso da sonda! Que coisa horrível, odiei os dias que passei com a sonda!

Pra ajudar, me deu infecção, com febre alta por causa da porcaria (perdão da palavra) da sonda! Se um dia usarem sonda, prestem atenção à cor da urina (escura ou avermelhada) e Calafrios, tive calafrios e porque eu não sabia nada dessas coisas não percebi os sintomas da infecção em mim! Enfim, tomei antibióticos e melhorei graças a Deus!

Passados os sete dias de repouso para recuperação da cirurgia, voltei à clínica para tirar os pontos e tirar minhas dúvidas com meu médico. Me lembro como se fosse hoje que cheguei na sala do médico e perguntei: “Dr, de um a dez, qual o grau da minha endometriose?”; e o Dr calmamente responde: “quatro!”… Nossa qual não foi meu alívio ao ouvir isso, porque de um a dez, eu estava no quatro!!! To no lucro!!! Uhummm!!!! Sei…

Acho que o médico viu minha cara de alívio e já quis quebrar meu momento de alegria ao dizer: “Talita, de 1 a 4, você está no QUATRO!!!!! Endometriose grau QUATRO!!!!! Isso ficou martelando na minha cabeça e enquanto ele explicava quais seriam os próximos passos, eu já nem conseguia ouvir mais… só ficava grau quatro… grau quatro…

Meu tratamento inicial seria seis meses tomando um medicamento chamado Zoladex (tema de outro post) para ao final desse período fazer outra cirurgia e checar se o tratamento havia sido eficiente.

Voltei pra casa chorando, pois toda a expectativa de logo engravidar foi ao chão.

Os intermináveis seis meses acabaram e chegou a hora de marcar a nova cirurgia, porém (contudo, todavia, no entanto…. lembrei das minhas aulas de português no ensino fundamental!!! Hahahahaha) descobri que teria mais um mês de Zoladex pra tomar e depois, estaríamos liberados pra tentar engravidar novamente.

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A CIRURGIA (A PRIMEIRA)

 

Um dos exames que fiz antes de saber que sou portadora da endometriose, é a HISTEROSSALPINGOGRAFIA, isso agora soletre: H I S… mentira! Hahaha demorei a aprender a falar essa palavra.

A histerossalpingografia é um exame de radiografia usando-se contraste para verificar as condições anatômicas dos órgãos reprodutores femininos: útero e tubas. Este exame é feito no Brasil desde a década de 1960 e é normalmente realizado para verificar se há alguma anomalia no útero ou  nas trompas, se há alguma aderência que prejudique o caminho do óvulo fecundado até o endométrio ou outros problemas ginecológicos ligados a anatomia do útero e das trompas.

Resumindo e em claras palavras, o contraste (líqudo) introduzido no canal vaginal, deve ir e voltar sem ficar parado ou bloqueado em alguma região do sistema reprodutor feminino.

No meu caso, ele foi, voltou, foi, voltou!!! Tudo certinho, sem aderências e anomalias. Pelo menos isso né!

Era março de 2014, estava eu correndo como doida atrás de todos os exames necessários para fazer a cirurgia (videolaparoscopia) para logo logo engravidar, ser mãe feliz e contente assim como eu via nas revistas… (sim, eu pensava desse jeito mesmo… ME JULGUEM! Hahaha).

Os exames necessários: exame de sangue completo, cardiovascular (aquele que você corre como doida na esteira), ultrassonografia endovaginal e depois de todos esses resultados em mãos, foi a hora de passar por uma consulta com o anestesista do hospital.

Somente após todo esse processo é que eu conseguiria uma data na apertada agenda do meu médico!

Marquei, lembro como se fosse hoje, dia 09 de julho de 2014. Minha solução para todos os problemas estava com data marcada para acontecer.

Uma semana depois, a secretária da clínica me liga dizendo que teria que desmarcar minha cirurgia, pois o médico estaria em um congresso fora do país na minha data… MINHA DATA!!! Aff fiquei brava heim.. mas fazer o que, me operar sozinha é que não poderia. Ficou marcado então para o dia 21 de julho de 2014, poucos dias depois, mas pra mim, uma eternidade!

Para minha imensa alegria, quatro dias antes da cirurgia, do nada, me ataca a garganta de um jeito que há muito tempo não acontecia! Resultado, cirurgia remarcada!!!

Olha gente… é difícil ser eu heim!! Vou te contar!! Hahahahaha, hoje dou risada, mas na época, chorei um monte!

Enfim, dia 17 de agosto de 2014 chegou, eu e meu marido nos internamos um dia antes, não dormi a noite de tanta ansiedade.

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A DESCOBERTA..

Como contei um pouco no post anterior, no ano de 2012 parei de tomar anticoncepcional, nada de gravidez. Em 2013, procuramos ajuda profissional, várias US, exames, em mim e meu marido, uma SOP descoberta no meio do caminho, mas nada de gravidez.

No começo de 2014 dei início ao tratamento com um médico especialista em reprodução humana, em uma cidade que fica a 150 km da minha, sacrifícios são necessários.

Ao chegar na clínica, em nossa primeira consulta, como já tinha um histórico de tentativas o Dr pediu que fizesse alguns exames para ver o que mais poderia estar atrapalhando o nosso sonho.

Ao final desses exames (em outro post falo sobre eles), ficou constatado que eu poderia ser portadora da temida endometriose, mas para ter certeza do diagnostico, deveria passar por uma intervenção cirúrgica por vídeo (videolaparoscopia).

Eu estava disposta a qualquer tipo de tratamento, então marcamos a cirurgia (na verdade marquei, desmarquei, marquei de novo… TEMA PARA OUTRO POST, hehehehe).

O dia chegou, estava nervosa, não sabia como seria, não dormi direito a noite, mas correu tudo bem, graças a Deus!

Tudo bem na cirurgia, mas as notícias não eram as melhores.. algo não havia saído da forma como eu planejava.

Antes de fazer a cirurgia, eu busquei em vários blogs e sites mulheres que haviam passado por procedimentos iguais a este que iria fazer e em muitos casos, elas haviam engravidado poucos meses após a cirurgia! Uau!!! Esse poderia ser meu caso e me agarrei nisso (boba)…

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A história continua…

ADEUS PÍLULAS

Desde quando eu era bem pequenina, sonhava em ser mãe, sonhava com o dia em que teria em meus braços um pedacinho de mim, ainda com pensamentos e ideias infantes a respeito da maternidade, mas sempre muito vivo e aflorado dentro de mim!!!

Com o passar dos anos e a maturidade chegando, conheci o amor da minha vida. Casei no ano de 2010 com 23 anos de idade, sempre sonhando com o dia em que me tornaria mãe.

Então, com dois anos de casada, de comum acordo, decidimos parar com os anticoncepcionais, na esperança de que logo logo, nosso milagrinho chegaria. Não foi bem assim…

Iniciava o mês de fevereiro do ano de 2012, quando decidi que não mais tomaria anticoncepcional, pois acreditava que já estava na hora de me tornar mãe.

Nesse meio tempo mudamos de cidade, mas continuamos “treinando” normalmente e nada. Após seis meses de tentativas, resolvemos que deveríamos procurar um médico. Foi o que fizemos.

Começamos com acompanhamentos de ovulação, todos os meses, várias vezes na semana tínhamos que ir à cidade vizinha, pois na que moro não possui clínicas especializadas, para fazer as Ultrassonografias Seriadas. E assim ficamos por mais um período de 10 meses praticamente e… nada!

Em meio a tudo isso, descobri que sou portadora da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP – aqui) e devido a esse problema, minha menstruação nunca era regulada, gerando ainda mais frustração, pois antes de saber que tinha SOP, toda vez era a mesma história, menstruação que não vinha, vários testes de gravidez, sintomas de gravidez e nada, mas esse será tema para outro post.

Tomei muito indutor para ovulação durante todo esse tempo… e todo mês, aquela frustração por constatar que não estava grávida e que não era dessa vez…

E assim foi nosso primeiro ano (acompanhados por profissionais) de frustração na tentativa de engravidar…

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ESPERAR O QUE?

Olá, meu nome é Talita, tenho 30 anos há 5 na busca do sonho da maternidade.

nunca havia me imaginado escrevendo, mas ultimamente tenho sentido a necessidade de fazê-lo para compartilhar meus anseios, alegrias, tristezas, histórias que com certeza você leitora ou leitor irá se identificar.

Desde criança sonhava em ser mãe. Sempre quis, sempre brinquei cuidando de minhas filhas e filhos.

Aqui quero compartilhar minhas etapas e tentativas para alcançar o meu milagre.

Quero também deixar aberto, para troca de experiências de todas nós que nos encontramos na mesma situação ou ainda, por aquelas que já alcançaram seu sonho, para nos ajudar com dicas preciosas.

Espero que gostem… um grande beijo!

PS: Pretendo colocar dois posts por semana, espero que consiga!

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