CORAÇÃO CONTRITO

Escrito em 08/09/2017

“Hoje faz 5 dias que estou com os embriões e para meu desespero, não estou sentindo nada!

Sei que a vez anterior que fiz a FIV, em março, foi muito conturbada e por isso foi tão diferente, mas não sei o que pensar.

Tento disfarçar que está tudo bem, mas hoje não consegui e chorei, chorei por não conseguir saber o que está acontecendo comigo, chorei pela incerteza, pelo medo de mais uma vez me frustrar!

Entreguei nas mãos de Deus essa FIV e sei que Ele fará o melhor para mim, mas confesso que a teoria é bem mais fácil que a prática.

Estou tentando manter meus pensamentos positivos, mas não é fácil, as dúvidas batem à porta e me consomem!

Agora de manhã, ao fazer meu culto matinal, li que Deus está pronto a nos perdoar e transformar nosso coração, limpá-lo de toda a iniquidade e de toda a maldade e eu clamei a Deus que me ajude a abandonar os meus pensamentos maus, para me tornar digna de receber as Suas bênçãos.

Eu sei que a melhor coisa que tenho a fazer nesse momento é de verdade, descansar na promessa de que Cristo está preparando algo maravilhoso para mim e se não der certo mais uma vez, é porque Deus está me moldando para me tornar uma pessoa melhor, uma mãe melhor e assim estar mais preparada para educar e amar meus filhos.

Molda meu coração Pai, limpa minha alma para poder estar pura diante de Ti.

Me ajuda Senhor a andar em teus caminhos e fazer a Tua vontade. Dá-me forças para enfrentar o que for preciso! Cuida de mim, cuida do Hugo e das sementinhas que carrego, que se for da Tua vontade, elas ficarão comigo por um bom tempo!

AMÉM!”

Copiando o que escrevi nesse dia, pude perceber o quanto eu estava sofrendo, o quão angustiada estava. Quantas vezes passei por isso, quantas vezes senti essa dor silenciosa.

E fico imaginando, quantas mulheres também não passam por isso, caladas, muitas vezes nem com os próprios maridos conseguem conversar.

Saibam que esse canal está aberto a vocês, podem me chamar no Facebook, (página Talita Negri – Blog Esperar o Que?) ou no Instagram (@talitanegri), que estou sempre pronta a ouvi-las e ajudar no que for possível!

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A história continua…

BETA ESPERA 2

Voltamos para o hotel, como estava em jejum, a fome estava grande e no hotel que ficamos, bem próximo havia um shopping!

O Hugo foi até lá e eu fiquei deitadinha, sonhando com minhas bolinhas, conversando com elas, falando com Deus, implorando pra que elas gostassem da casinha delas e ficassem ali pelos próximos 9 meses.

Meus olhos brilharam quando o Hugo chegou com a comida! Quem me conhece sabe que eu não sou a melhor pessoa quando estou com fome! Hahaha

Foi o melhor macarrão Spoletto que eu já comi na minha vida! Fiquei mais feliz ainda, porque os potinhos para viagem pareciam Tupperware (sim, adoro essas coisas e guardo tudo! ME JULGUEM!)

Comi, comi muito, o meu, o do Hugo, depois o meu de novo, foi top! E depois de comer fiz outra coisa que adoro… dormi… o sono dos justos, acordei minutos antes de termos que ir para rodoviária pra retornarmos pra casa.

Voltamos de ônibus, fomos de leito! Gente, que que é aquilo? Nunca havia viajado de ônibus leito, é muito chique e confortável! Tanto, que o motorista teve que nos acordar quando chegamos em Maringá, hahahaha só eu e o Hugo ainda estávamos no carro.. que vergonha!

Pena que é o dobro mais caro, senão, vishi só viajaria de leito, certeza!

Chegamos em casa, o Hugo foi trabalhar e eu fiquei de atestado nesse dia apenas. Ninguém sabia da FIV que estávamos fazendo, apenas um casal amigo.

Tentei relaxar, ouvir música, assistir a um bom filme, mas olha… é difícil heim… como é difícil desligar e esquecer que existem 2 bolinhas em potencial de se tornarem um bebê, ou dois, por que não?

Mas os dias foram passando, a vida continuou normal, voltei ao trabalho, até a academia eu fui.. mas o D12 não chegava nunca!

Estávamos muito confiantes, orávamos a Deus todos os dias, a todo momento clamava por misericórdia e pela benção de me tornar mãe.

Com o passar dos dias a ansiedade aumentava, as noites eram longas e os dias, nem se fala. Mas a todo momento, confiando que Deus faria o melhor para nossa vida.

O dia de fazer o teste estava chegando, era pra ser em uma terça-feira. Chegaria dezembro mas essa terça-feira não chegava nunca…

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A história continua…

BETA ESPERA

Com minhas bolinhas dentro da casinha delas, eu cheguei em casa, deitei e assim fiquei o resto do dia, levantei apenas para ir ao banheiro e depois tomar banho.

Fiquei assim por 4 dias, somente levantava para ir ao banheiro e tomar banho. A hora não passa, não tem o que você faça que a distraia. Foram dias bem difíceis.

Acredito que pelo fato de estar de repouso absoluto, tenha contribuído para minha ansiedade quadruplicar. Não conseguia pensar em outra coisa a não ser as minhas bolinhas que estavam no meu útero.

Já sonhava com seu enxoval, como seria o quarto, se seria 1, 2, 3 (OH MY GOD)!!! Ficava caçando sintomas, lendo todos os Blogs possíveis e inimagináveis, ler depoimentos de outras mulheres que passaram pela mesma situação que eu, qualquer coisa…

Na primeira semana eu sentia pontadas no baixo ventre, cólicas fracas… mas lendo a respeito, esses “sintomas” ocorriam por causa do remédio que estava tomando para dar suporte (Utrogestam).

Estava confiante, me sentindo mãe, falava todo momento com minha barriga, me cuidei, cuidei de verdade e segui a risca tudo o que o médico pediu que fizesse.

Deveria esperar 14 dias para fazer o exame de sangue. No sétimo dia após a transferência (D7) até um enjoo eu senti!!! Foi a melhor sensação da minha vida!!! Nosso sonho estava se realizando!!!

Só que as coisas começaram a mudar… na segunda feira (D8) todos aqueles sintomas que vinha sentindo na semana anterior, já não estavam aparecendo mais… as pontadas, as cólicas, o enjoo não veio mais…

Não queria desmoronar, mas aquela confiança dos primeiros dias estava se esvaindo, pouco a pouco.

Faltava uma semana pra fazer o exame beta, eu já chorava muito… e quando fui ao laboratório para tirar o sangue, nossa… parecia que estava indo a um funeral.

Quando peguei o exame e vi que era inferior, eu não consigo descrever o que senti… estive tão perto, mas tão longe ao mesmo tempo! Choro agora, só de lembrar… é uma ferida que fica aberta, muito sensível, difícil de lidar e tratar.

Às vezes me pego pensando o porquê de tudo isso acontecer comigo, com a gente… por que Deus em sua infinita misericórdia não olha por mim e me concede o milagre que tanto clamo?

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A história continua…