NUNCA MAIS SOZINHA!

A sensação de nunca mais estar sozinha, é maravilhosa…

Aonde vou, sei que a Victoria está comigo. Falar com ela, contar histórias, cantar pra ela, ouvir música com ela… é demais!!!

Estou com 30 semanas, e nessa fase ela já escuta sons externos, já sente o sabor de alguns alimentos, e se mexe bastante.

Certa noite, acordei de tanto que ela se mexeu… então fiz um carinho em minha barriga, conversei com ela…. e acredito que adormeceu, porque ficou bem calma e quietinha.

Saber que hoje carrego um ser que é metade minha e metade do amor da minha vida, um bebe tão sonhado e planejado, me faz pensar em como Deus nos ama a ponto de nos conceder o privilégio de gerar uma nova vida, o milagre da vida.

Muitas mulheres que tem tido contato com esse Blog estão vindo falar comigo e está sendo uma alegria imensa poder compartilhar com elas um pouco das experiências que vivi e de certa forma, ajuda-las a enfrentar os momentos que estão vivendo.

Não é fácil ser tentante. Não é fácil explicar o porquê de até agora não ter filhos (mas já estão casados há tanto tempo, e os filhos, não querem ter não?), a pergunta que mais ouvia…

Falo um pouco sobre isso nesse Post Aqui!

Mas nunca desisti do meu sonho, nunca desisti de tentar… persistir e resistir a todas as provações, era o que eu repetia a todo instante! E você deve fazer o mesmo!

Os nãos que a vida te dá hoje, serão os sins que Deus enviará no futuro!

Confie, ore, não desanime… o melhor de Deus está reservado para você e sua família!

Hoje me pego pensando nos anos em que lutei para engravidar… e parece irônico, mas as alegrias que tenho hoje, me fazem esquecer o sofrimento que tive anos atrás.

Então, foque no futuro reservado pra você, tenho certeza que será compensador.

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A história continua…

VOCÊ SERÁ PAPAI

Enquanto eu estava ali, no banheiro, sem poder acreditar ainda que era aquilo mesmo que eu estava vendo e ainda imaginando a maravilhosa surpresa que eu faria para o pai do bebê que eu esperava, quem surge?

Sim, ele! O pai da criança!

Escondi depressa o teste debaixo do tapete do banheiro… e ele já chegou falando coisas nada a ver, e eu sem conseguir prestar atenção no que ele tava falando, ainda em estado de choque, fiquei ali, sentada…

E num rompante de emoção, a única coisa que pensei em fazer (ainda bem), foi ligar a câmera do celular e mostrar o teste pra ele… Não viu o vídeo ainda? Assista aqui.

Sim, minha revelação para o meu marido não foi absolutamente nada glamorosa, não teve parque com jardins, sol brilhando no céu, balões subindo com escritas de amor…

Mas teve muita emoção, falta de reação por parte do Hugo, atônito, sem entender ou acreditar no que estava vendo, afinal, ele também nunca tinha visto algo parecido em todos esses anos!

Foi lindo, emocionante… finalmente caí em mim, sai daquele banheiro, o abracei, choramos, sorrimos, ORAMOS!

Oramos agradecendo a Deus pelo milagre concedido, e a primeira reação que tivemos, foi entregar a vida dessa criança nas mãos de dEle, pois foi Ele quem nos deu, e a Ele a dedicaremos…

Assim como Ana dedicou Samuel a Deus, nosso filho ou filha também será dedicado a Ele, para que a nossa benção abençoe a muitas outras pessoas!!!

Aquela manhã, foi uma manhã difícil de se concentrar, não conseguia pensar em mais nada. Fiz o beta, positivasso… mais de 30.000 mUI.

Agora, começava a saga de como contar pra família. Como faríamos? Existem muitas ideias na internet, então comecei buscar alguma forma de fazer isso… e achei uma bem legal, que foi a que escolhemos… no vídeo a reação, a emoção, cada um do seu jeito, é muito legal de ver e sentir tudo de novo!!!

Trabalhamos de manhã nesse dia, pois a tarde teria o Jogo do Brasil. Já tinha combinado de ir a casa da minha mãe assistir com eles, então quando estivesse só a família reunida, contaríamos a novidade!!!

E assim fizemos. Convidei a todos para tirarmos uma selfie juntos, ao invés de estar com a câmera ligada para foto, estava filmando… e quando contei… nossa!!!! Que delícia…

Para quem não entendeu a reação da minha mãe gritando “meu sonho! Meu sonho!”, vou brevemente explicar…

Toda vez que minha mãe sonha que alguém está grávida, essa pessoa pode fazer o beta, porque vai estar!!! E ela NUNCA tinha sonhado comigo grávida… eu sempre pedia, mãe sonha comigo, sonha comigo, por favor…

Naquela semana, de sábado pra domingo, ELA SONHOU! Sonhou que eu chegava e falava, gente, agora é verdade, estou grávida!!! Ela disse que o sonho foi só isso… eu falei e ela acordou!!!

Eu já estava grávida!!! Eu não sabia, nem ela… mas Deus já havia mostrado pra ela em sonho a maravilhosa benção que Ele tinha nos concedido!!!

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A história continua…

E AGORA? COMO CONTINUAR?

No dia em que consegui minha consulta com o Obstetra, chorei ao telefone implorando pra secretária um horário. Chorei depois de desligar o telefone quando consegui esse horário.

Chorei, não sei se de alegria por ter conseguido o horário, ou de desespero por estar totalmente perdida e tentando buscar, achar respostas para tanto sofrimento e frustração!

O ano de 2017, é um ano que eu e meu esposo queremos apagar de nossas memórias… sem dúvida alguma foi o ano mais difícil e sofrido que já tivemos em toda nossa história juntos…

E acho que após essa ligação, todo esse peso veio em cima de mim… e sem saber por que, chorei, e chorei muito!

O dia da consulta chegou, estava muito ansiosa, afinal tinha ouvido falar muito bem desse médico e das maravilhas que ele fazia como cirurgião. Tinha renovado minhas forças, na esperança de que ele, cirurgicamente, adormeceria minha endometriose de uma vez.

Já no consultório, depois de algum tempo esperando, chegou nossa vez. Já era bem tarde e o médico nos atendeu com um sorriso no rosto, viu todos os exames que levei, pediu mais alguns, e também pediu que na próxima consulta levasse os vídeos das minhas cirurgias anteriores.

Já com os exames em mãos, retornamos para a segunda consulta, ele olhou todos, explicou tudinho nos mínimos detalhes, viu minhas cirurgias e disse que com base em tudo que ele havia visto, não indicaria nova cirurgia, tendo em vista que aparentemente minha endometriose estava controlada e não era esse o motivo de não ter conseguido engravidar até então, mesmo após 3 Fertilizações in vitro.

Então, me lembro disso como se fosse hoje, olhando para todos os nossos exames em cima da mesa dele, ele se debruçou e coçando a cabeça ele disse: “olha, o caso de vocês não está tão complexo, mas sabe, tem uma vírgula que nenhum médico viu e nem eu estou vendo, mas se vocês confiarem em mim, eu vou achar”!

Cara isso me deixou tão feliz… inclusive ele foi o primeiro médico que me disse que eu teria chances de conseguir uma gravidez espontânea, coisa que ainda não tínhamos ouvido de nenhum outro.

Ele ainda disse que como ele encontraria nosso problema, a decisão seria nossa de partir para outra FIV, ou aguardar uma gravidez natural, mas que a função dele era proporcionar uma gravidez espontânea.

Aí, ele me perguntou, “Você já fez uma histeroscopia?”… eu nem sabia o que era, você também não? OK, vou fazer um post específico sobre isso, pode deixar!

Respondi então que não, ele surpreso questionou, como que em 6 anos de tratamento, nenhum médico havia pedido um exame desse que pode revelar tantas coisas sobre o aparelho reprodutor da mulher???!!!

Sai do consultório com todos os pedidos em mãos… queria fazer esse exame o quanto antes… e se através dele, pudéssemos descobrir a falha? O motivo pelo qual não engravidava?

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A história continua…

POSITIVO? NEGATIVO?

Ficamos ali, os dois, sem respirar, olhando aquele teste, os segundos se tornaram horas…

Esse tempinho que tem que esperar pro teste começar a acontecer, como é terrível, parece que nunca acaba, como pode?!

Nesse momento, muitas coisas passaram na minha cabeça… e se der positivo? Como vai ser? Vamos contar pra todo mundo? Só pra família? Vamos esperar? Será que vai ser um só? Ou dois? Gente! Muita coisa!!!

O teste começou a trabalhar, o primeiro risquinho apareceu… mas… mais uma vez, nada do segundo!

De novo meu Deus!!! Mais um negativo pra conta.

Mais um luto, mais um sofrimento, mais um negativo, as respostas não vinham e acho que nunca virão.

Mandei o resultado pro doutor… como queria ter mandado um positivo, mas a única coisa que tinha nas mãos era aquele ridículo NEGATIVO!

O dia foi longo e triste. Nada fazia sentido pra gente. Tentei me manter firme, deixar os dias acontecerem, mas não é fácil!

Estávamos com uma viagem programada para o mês de novembro, minha mãe iria junto, quando achamos que dessa vez seria positivo, já tínhamos planos de como contaríamos pra ela lá em Natal/RN… os sonhos eram lindos, mas a realidade foi dura com a gente!

Passamos dias maravilhosos, o que me ajudou bastante a superar mais esse NÃO de Deus pra nós.

Quando retornamos, liguei pro Dr. e disse que não aguentaria mais uma transferência e que queria apagar 2017 da minha memória!

Ainda quero, posso dizer, com toda certeza do mundo, que 2017 foi o pior ano das nossas vidas!

Queria dar um tempo, investigar como estava minha endometriose, quem sabe fazer uma outra cirurgia, não sei… acho que queria virar a página, e em 2018 tentar outra vez.

Ele respeitou minha decisão.

Dias depois a psicóloga da Semear me ligou, conversamos bastante, foi muito bom… ela se colocou a disposição para quando eu precisasse conversar e desabafar. Fiquei feliz com essa atenção, me senti cuidada sabe…

Foi aí que comecei a procurar um bom médico que fosse especialista em endometriose. Tinha certeza que o que estava me atrapalhando era a endometriose.

A busca foi grande, Londrina, São Paulo e Maringá. Fiquei em Maringá mesmo, porque o acesso pra nós é muito melhor.

Consegui uma consulta em dezembro. Esperei ansiosamente por essa consulta!!!

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A história continua…

TÁ, MAS E AGORA?

Ok, decidimos que lá não iríamos mais, amamos o médico de Prudente, mas pra nós era muito fora de mão… então o que faríamos?

Começamos a ir atrás de médicos de Maringá mesmo, sabia os nomes dos quais eu não queria me tratar de jeito nenhum, mas precisava de mais informações de uns novos que estavam chegando na cidade!

E veio até mim, através de uma amiga muito querida o nome do médico que me acompanha até hoje.

Mais do que depressa, liguei e marquei uma consulta. Já era junho de 2017 e não aguentava mais esperar…

Ahhh!!! Lembra meu joelho? Então fui a um especialista que pediu uma ressonância? Pois é, fiz e o resultado foi que eu estava com várias fissuras em todo o meu joelho. Ele me disse que não valeria a pena uma cirurgia, mas que teria que fazer uma reposição de cálcio e me indicou Pilates. Me ajudou muito, enquanto tinha muita dor, fiquei no Pilates, conforme fui melhorando, voltei finalmente para academia. Hoje já não sinto mais dor, acho que o pior passou.

Fiz muitos exames, brinco que um deles quase foi uma doação de sangue, afinal foram umas 12 ampolinhas daquelas sabe!!! Hahaha deu até uma fraqueza na hora de levantar da  cadeira. Em um deles, apontou uma possível Trombofilia, mais uma coisa pra conta… afff, sério isso?

Mas tudo bem, estava determinada a trocar de médico e confiante de que nossa hora chegaria.

O dia da consulta chegou, meu marido não pode me acompanhar então minha mãe foi junto. Chegamos lá, um lugar bem bonito… já gostamos…

A consulta era particular e descobri lá que não aceitavam cartão, mas a secretária gentilmente aceitou que fizesse um depósito bancário… achei muito fofo!!!

No horário marcado, (isso é muito importante, quem é tentante sabe o que estou dizendo… já fiquei horas esperando pra ser atendida, e quando chegou  minha vez, em 5 minutos já estava sendo “mandada” embora), fomos convidadas a entrar no consultório! Uau, isso não acontecia comigo há mais de 4 anos, já gostei mais ainda!

O médico… gente que cara animado, pra cima… nos atendeu com tanta atenção, explicou tuuuudo pra minha mãe, como funciona a FIV (se você não sabe, clica aqui que eu explico).

Saímos de lá com a certeza que esse seria meu médico dali em diante!

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A história continua…

ETIMOLOGIA

Continuando a história, esta primeira cirurgia foi bem. Minha querida voltou para o quarto dormindo como um anjo e assim permaneceu pra só começar a voltar da anestesia duas horas depois! Claro que durante este tempo ela acordou em alguns momentos pra fazer perguntas repetitivas e pedir água. Pra mim era tudo novo e achei que aquilo era normal.

De uma forma ou outra, foi. Pra mim, a preocupação era com o pós cirúrgico, com a recuperação. Foi então que passei a ser o reloginho dos remédios e olha que foram muitos!!! Controlava tudo, marcava nas caixas e nos alertas do celular: no meu e no dela. Cuidando com a alimentação e ainda procurando conduzir o carro de forma suave. Acho que deu certo pois ela rapidamente se recuperou.

Quando voltamos ao médico as notícias não foram animadoras pois ele classificou a endometriose com “severa”. Ainda que existam várias classificações ou explicações, essa palavra resume o meu sentimento. Etimologicamente, “severo” significa, entre outras coisas, “pouco ou nada inclinado à indulgência; que impõe as condições com todo o rigor; rígido, rigoroso e inflexível. Vem do latim sevērus: grave, sério, íntegro, incorruptível” [Referência Bibliográfica].

E realmente esta infecção chamada endometriose tem imposto suas condições com todo o rigor em nosso caminho, sendo rígida e rigorosa ainda que sobre o ataque dos instrumentos cirúrgicos, além de grave e séria na opinião do médico.

Saindo do consultório minha cabeça borbulhava. Primeiro não me preocupava com gravidez, depois achava que nada era necessário, depois pensei que a cirurgia seria suficiente e agora parecia que as coisas estavam meio que sem controle (não que atualmente estejam neste assunto!). Entramos no carro e um silêncio sobreveio dentro da cabine. O rádio não tinha graça, as músicas do pen drive eram inaudíveis à mente. Estávamos entrando num caminho totalmente desconhecido e que, ainda que achássemos já estar desbravado pela medicina, ainda nos traria muitas surpresas.

Oitava confissão: hoje minha opinião é que em nosso caso, depois de anos, poucas perguntas foram respondidas. Poucas conclusões foram possíveis e os médicos consultados ainda não chegaram a um consenso, ou seja, na prática, a jornada ainda continua como após aquela informação do médico: existem mais perguntas do que respostas.

Segundo o médico, uma jornada de seis meses com o uso de um medicamento chamado Zoladex seria necessária para conter os focos da inflamação e mais uma vez eu seria testado e obrigado a fazer algo que nunca imaginei antes…

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A história continua…

COMPANHEIRISMO

Sempre gostei de acampar. É certo que não acampei mais que umas 15 vezes na vida, mas gosto. Apesar de estar protegido apenas por uma barraca e sujeito a chuva e frio, acho legal a sensação.

Quando o médico marcou a primeira cirurgia da endometriose da Talita logo me propus a acompanhá-la do começo ao fim. Participei de todos os exames e consultas possíveis e então fomos para o hospital às 20 horas do dia anterior ao procedimento. Chegando lá, tudo correu normalmente e eu estava até que tranquilo. O sono não foi dos melhores pois o banco estofado onde dormi naquela noite perdia de longe em conforto quando comparado ao colchão de ar dos meus acampamentos. Não tinha chuva nem frio no ambiente externo, mas no interno já não posso dizer a mesma coisa.

O procedimento era simples: a chamada videolaparoscopia é realizada com sedação geral e apresenta uma rápida recuperação com baixo risco. Parecia ser a solução para nossos problemas! O médico retiraria os focos da inflamação e isso não atrapalharia mais a nossa jornada.

Sabe, confesso (pela sétima vez) que lá no fundo eu acreditava que tudo aquilo era desnecessário e logo nosso objetivo seria alcançado e tudo daria certoMas quando olhava pra Talita se submetendo à toda aquela situação, já não sabia mais se daria tão certo assim.

É evidente que nenhum procedimento cirúrgico garante 100% de resultado ainda que possa ocorrer, mas parecia tão simples que talvez aquela intervenção pudesse ser desnecessária.

Como pode algo tão simples pra algumas pessoas se tornar tão complexo pra outras?

Ainda acredito que tudo vai dar certo, porém, não acredito mais que médicos, tratamentos e até mesmo intervenções são desnecessárias pois se assim fosse, talvez nem escrevendo agora eu estaria.

Estar ao lado dela nessa jornada, em todos os momentos, é o maior segredo para o casamento continuar legal. É como convidar alguém pra acampar e dividir a mesma barrada. Mesmo que haja frio e chuva, é muito mais fácil superar ao lado de um companheiro(a), quer seja pra rir ou pra chorar.

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A história continua…

E AGORA, O QUE EU FAÇO?

Senti a necessidade de aprofundar o assunto da endometriose na visão do homem e espero que isso dê certo!

Na verdade, deixando um pouquinho de lado a questão da fertilidade e do diagnóstico médico, a quinta confissão é prática: saber que uma vez por mês minha esposa passaria de 2 a 3 dias com cólicas de intensidades desconhecidas era simplesmente aterrorizante, e talvez assim também seja pra outros maridos.

Como ela fez uso dos anticoncepcionais por muitos anos, eram raras as vezes que as cólicas menstruais realmente me incomodavam, sempre dava pra levar numa boa e a vida seguia.

Mas quando ela parou de utilizá-los e as primeiras vieram me vi totalmente despreparado para aqueles momentos: a dor começa fraca, logo vêm as primeira reclamações e aí o bicho pega, ela rolava na cama de um lado para o outro, se esticava ou virava um “tatu-bola, as vezes parecia até que tinha parado de respirar.

E o marido que não é médico e nem enfermeiro faz o quê nessas horas?

Falar que daqui a pouco passa é assinar o atestado de óbito. Dar mais 50 gotas de Ponstan ou qualquer outro remédio para cólicas menstruais, não vai ajudar imediatamente também. Morrer não vai né (eu acho). Só ficar olhando também é zueira e a sensação de impotência é terrível.

Sem falar nas quedas de pressão, vômitos, desmaios, e tudo mais que a dor causa… o desespero que eu ficava, pois me sentia de mão atadas! Lembro de uma vez que precisei chamar um enfermeiro pra aplicar Buscopan, glicose e adrenalina na veia, pra Talita conseguir se recuperar.

Resumo da ópera: quando a mulher prevê a crise, já nas primeiras dores, como precaução precisará aderir às drogas, tudo que tiver às mãos, USE, para evitar que as dores se agravem… vale também, providenciar aquela velha e útil bolsa térmica que pode ajudar no alívio (mesmo que a gente saiba que a vontade é de jogar a bolsa na cara do marido).

Enfim, mulheres, fica a dica: nós não sabemos o que fazer, mas sabemos que tá doendo pra caramba, então, mesmo em meio à sua angústia tente compreender que a cara de pamonha é 99% desespero. Assinado: marido.

P.S.: Compartilho uma foto que representa bem minha esposa no período de cólicas.

LINDAS HISTÓRIAS

Vou dedicar este Post para as lindas histórias que tenho recebido desde o dia que decidi escrever neste Blog. Essas são apenas algumas das que já recebi, muitas delas foram em conversas e por isso as vezes não consiga reproduzi-las como queria…

Como combinado, não irei citar nomes, mas se alguém se identificar em uma delas e quiser se manifestar, fique à vontade..

“por 9 anos luto pelo sonho de ser mãe biológica. 2 gestações sem sucesso, 2 inseminações e 2 fertilizações sem sucesso Bendita endometriose silenciosa!!! Mas durante todo o processo, entramos na fila de adoção e Deus nos deu um presente lindo que não nasceu de mim, mas nasceu pra mim! Fica minha pequena história. Deus responde de alguma forma Ele sabe dos nossos anseios e conhece os nossos sonhos, mas os sonhos Dele são bem maiores que os nossos. Confie!!!”

 “Sei muito bem como é esta luta de quem espera ter a benção de um filho. Foram 5 anos fazendo exames e procedimentos com uma gravidez de quase 5 meses sem sucesso. Deus me respondeu com um ”espera” por todo este tempo. Em um momento, fiz uma escolha de deixar meu trabalho, cuidar da saúde e procurar o melhor médico da cidade, foi quando tive a maior e melhor notícia da minha vida. Hoje meu baby tem 8 meses e digo que todo esforço vale a pena e que Deus sabia que este era o melhor momento para nós. Compartilho minha experiência como forma de incentivo para lutar.”

“Oii Talita!!! Como você está? Venho acompanhando a sua história no face e gostaria de te deixar umas palavras, na verdade 3 histórias. Eu ainda não sou casada, não sei se vou passar por algo semelhante ao que você está passando, mas 3 pessoas da minha família passaram, a primeira delas é a minha mãe. A minha mãe era uma criança doente… a minha vó dava leite de vaca pra minha mãe, que tem intolerância à lactose e também à proteína do leite. Isso fez com que a minha mãe desenvolvesse várias alergias e problemas, entre eles a dificuldade de engravidar. Quando ela se casou, o médico disse que ela nunca poderia engravidar de forma natural. Devido à dificuldades financeiras, estavam planejando ir para o Japão. (…) Foi então que eles oraram e pediram uma resposta direta de Deus. Pediram que se fosse da vontade dEle que eles fossem para o Japão, que tudo desse certo, mas que se não fosse a vontade de Deus, que a minha mãe engravidasse. E a resposta veio. Em pouco tempo a minha mãe engravidou de mim, e o médico não sabia explicar como isso pôde acontecer.  Bom, a segunda história sobre minha tia. Ela não conseguia engravidar de jeito nenhum, mas um dia de forma natural ela finalmente conseguiu, mas com 2 meses perdeu, passou pela dor de perder 4 bebês, em sua última gestação teve que fazer repouso absoluto… Não foi nada fácil. Mas ela conseguiu. Agora a terceira história, penso eu que é a que você vai melhor se identificar, é a da esposa do meu tio. Eles são casados há 13 anos. Lutaram demais pelo sonho de ter filhos. Foram 5 anos. Tentaram adoção, estão no Japão há 20 anos, com incentivo do governo há um subsídio de até 5 FIV para os casais. A minha tia sofre de um problema que o organismo dela não reconhece o bebê, então ela produz um hormônio que induz ao aborto, e o meu tio, marido dela, é quase estéril, com uma quantidade de espermatozoides vivos e saudáveis quase irrelevante. Minha tia fez 4 FIV. Toda aquela ansiedade que eles tinham passou. 2 anos após o nascimento do meu primo, em exames de rotina da família, veio a notícia, a minha tia estava grávida de novo, e dessa vez de forma natural. Ela finalmente soube o que é uma gestação prazerosa e tranquila, e há 2 meses o meu primo Davi nasceu”.

“Tali Amiga. Confesso que até hoje eu tinha me emocionado. Hoje, eu chorei lendo o que você escreveu aqui. Passei por um vale nessa questão de gravidez. Às vezes ainda me pego pensando que hoje ele poderia estar com 5 meses. Ele faria 6 meses no natal! As coisas seriam diferentes, estariam diferentes! Mas Ele sabe da hora e do lugar. Ler o que você escreveu hoje foi algo que me confortou muito. Já parei para me perguntar várias vezes!!!! Porque eu? Porque assim? Por que desse jeito? Porque comigo? Mas realmente a graça de Deus nos basta?!?!?! Obrigada por escrever isso ta. Passei por algo “semelhante” mas não tenho endometriose, recebi um diagnóstico errado de útero Bicorno, mas depois descobri que não. Decidi engravidar ano passado em julho, engravidei em setembro e perdi no fim de dezembro!!! Acho que esse ano eu ainda estou vivendo a sequela. Ano que vem vamos tentar de novo”.

“Não tive dificuldades pra engravidar…mas não sei se você sabe outros lados da minha história. Resumidamente, no começo tive que ficar 6 semanas em repouso e no Utrogestan por conta de um descolamento de placenta. Logo no começo já encarei a possibilidade de perder meu filho. Mas graças a Deus depois da 12a semana foi tudo normal. Queria parto normal, mas só se tudo contribuísse, não insistiria nem teimaria com os médicos. O problema é que eles insistiram. Fiquei 22 horas em trabalho de parto, uma hora em fase expulsiva…meu bebê nasceu todo roxo e mole. Nem foi para o quarto. Do berçário foi direto pra UTI. No dia seguinte, um sábado, ele teve 6 convulsões, duas delas eu estava com minhas mãos sobre ele na incubadora. Foi terrível. Ele ficou 16 dias na UTI. Até agora tem sido um bebê normal, mas temos que fazer acompanhamento neurológico até os dois anos. Enfim, sempre fui uma pessoa super ansiosa e nervosa. Com a gravidez fiquei menos…mas eu e meu esposo falamos que começamos no nível hard rs”.

Essas foram só algumas das que recebi… espero que tenham gostado, porque eu gostei muito de recebe-las.

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A história continua…

DE NOVO NÃO!!!

Lembra do Post que falei da Zoladex (CLIQUE AQUI)… pois então, depois que tive minha FIV negativa, retornei ao médico para saber como seria daquele momento em diante.

Ele simplesmente falou que não tinha dado certo a FIV por causa da endometriose e que eu teria que tomar mais 3 meses de Zoladex!!!! NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOO!!!!!

É, tive que tomar… ô coisa ruim, dolorida e incômoda… teria que passar por boa parte dos efeitos colaterais novamente!

Detalhe, meses antes quando terminei o tratamento da endometriose com a Zola, esse mesmo médico me disse nunca mais teria que tomar esse medicamento, quando o questionei a respeito, masss… né…

No meio de todo esse caminho, comecei a sentir uma dor muito estranha no meu joelho direito. Não havia tido nenhum tipo de trauma, não tinha batido, torcido ou qualquer coisa parecida, mas a dor estava lá, presente e constante, chegando ao cúmulo de um dia eu não conseguir nem apoiar o pé no chão.

Fiz ressonância, e o laudo constatou pequenas fissuras no meu osso, resultado de perda óssea!!! Eita, perda óssea? Eu? Sou uma menina (tá nem tanto), mas não tenho idade pra ter esse tipo de problema…

Aí, descobri, por meio de consulta médica, que essa tal Zoladex, quando indicada, deve ser de no máximo 6 doses… eu já tinha tomado 10 e estava indo para a 11ª injeção.

Um dos efeitos colaterais, é a osteoporose que se não tratada pode gerar vários problemas!!! Quando o médico falou isso, na hora eu e meu marido nos olhamos e depois para o joelho, era isso!!! Era essa a causa da dor no meu joelho!!!

Não tomei mais a zoladex, iniciei com o Allurene, com efeitos colaterais bem mais leves dos que a “Zola”…

Só um detalhe bem relevante, lembra que eu disse que da outra vez que tomei Zola, na primeira dose já não veio mais pra mim???

Então, eu já estava na 3ª dose dessa vez e ainda menstruando… na última ida ao consultório para aplicar o medicamento, falei com o médico e ele fez uma ultrassom!!! Cara, tinha 4 folículos enormes lá… quase morri de susto… eu estava ovulando normalmente depois de 3 doses de Zoladex!!!

Se por um acaso, sei lá, eu engravidasse… SE a gestação fosse pra frente, o que será que não poderia acontecer com meu bebê? Lendo a bula, eu não consigo nem imaginar!!!

Minha hiperestimulação foi tão aguda, que mesmo tomando um medicamento que me induziria à menopausa, eu ainda ovulava….

Ééé… tempos difícieis…

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