BLOG, FASE 2

A partir de agora, esse Blog passa a ter uma pegada um pouco diferente, com temas relacionados à vida de gestante.

Quem diria que a Talitinha aqui passaria a escrever como uma grávida, deixando para traz a forma sofrida de tentante?

Mas você, tentante que acompanha a cada novo Post, o que essa louca aventureira na arte de escrever publica a cada semana, não se sinta desamparada. O espaço ainda é dedicado a você e ao turbilhão de sentimentos que envolve essa luta incansável pelo sonho de gestar.

O que muda agora, é que tudo que estou experimentando a cada dia, será retratado com mais frequência, com o intuito de te dar força para nunca desistir desse sonho.

O programa fantástico fez uma série de reportagens referentes à INFERTILIDADE. Indico muito assistir a todos os episódios, o choro é inevitável, com histórias lindas, de lutas e vitórias.

A ideia, é fortalecer você mulher, marido, que há anos busca a maternidade/paternidade, com altos e baixos, muito gasto de dinheiro, sofrimento psicológico intenso, cobrança implícita da família e amigos, com uma vida cheia de perguntas que não tem respostas.

Não desista do sonho, mas cada um conhece seus limites. Se está muito difícil, de um tempo, pare, descanse, foque em outras coisas e depois, volte com tudo. Era assim que eu fazia e isso me ajudava muito.

Se está muito difícil, procure ajuda profissional, não enfrente tudo sozinha, pois a caminhada pode ser mais leve se compartilhada com aqueles que tem condições de ajudar…

Eu nunca desisti, nunca passou pela minha cabeça desistir do sonho de ser mãe, mesmo que para isso, eu precisasse atravessar o oceano para conseguir.

Esse deve ser o pensamento. Cabeça erguida, fazer o que está ao nosso alcance, confiar em Deus, que o mais, Ele vai fazer.

Algumas coisas foram acontecendo na minha vida, até eu descobrir que estava grávida. Uma delas e pra mim a mais significativa e importante, aconteceu em um final de semana que participávamos de um congresso sobre trabalho voluntário, um outro sonho que temos e que vai ficar para um próximo post.

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A história continua…

UMA NOVA VIDA

Os dias foram passando, e decidimos que guardaríamos segredo da gravidez até a 12ª semana, ou seja, até completar os 3 meses, período de maior risco de aborto espontâneo. E assim fizemos.

Mas antes disso, pra família é claro que contamos. Pra minha mãe e irmãos, fizemos no mesmo dia que descobrimos, porque deu certo de irmos pra lá.

Pra minha sogra e vó, contamos no domingo! Foi muito emocionante, a D. Diva, minha sogra, ficou atônita, sem reação alguma, parecia não entender ou não acreditar no que estava ouvindo… passado esse momento, adivinhem??? Foi uma choradeira só!!! Afinal, é o primeiro neto dela, primeira experiência como avó, e a mãe dela, como Bisa!

Passamos a semana toda tentando pensar uma forma de contarmos para meus cunhados Alvaro e Carol, eles moram em outra cidade e meu cunhado faz residência médica, ou seja, horários totalmente loucos… mas na sexta, depois  de percebermos que não conseguiríamos contar pessoalmente, e minha sogra, ligando pra ele insistentemente para que ele falasse com a gente!!! (hahaha pensa numa mãe/sogra ansiosa… quase estraga nossa surpresa!!! Hahahaha), resolvemos fazer uma vídeo chamada pra contarmos a maravilhosa bênção!!!

Foi pura emoção!!!

E no domingo, fomos à Maringá contar para minha irmã… mais emoção pra conta!!!

Ter a alegria de compartilhar uma notícia que há tantos anos era sonhada e esperada, foi e ainda é, uma sensação muito, mas muito boa!

É algo difícil de explicar, saber que por tantos anos chorei debruçada em meus negativos, chorei porque queria algo que aos olhos de muita gente era tão simples, SER MÃE! E não conseguia… e sei, que muitas pessoas sofriam comigo, minha família principalmente.

Depois de contar a toda família, começava a ansiedade do primeiro ultrassom. Como seria? Será que é verdade mesmo? (Até hoje, me pergunto se é verdade que estou grávida, acho que enquanto a barriga não aparecer de verdade, vou continuar tendo esse medo).

O dia 05/07/2018 era o dia marcado para minha US. Não dormi na noite anterior de tanta ansiedade.

Na sala entrou meu marido e minha sogra, como ela mora mais longe, a convidei para primeira ultra, pois eu sei que nas próximas ela não poderia vir, mas minha mãe também foi junto, infelizmente não pôde entrar conosco.

Eu estava lá, devidamente preparada para iniciar a US à espera do médico, já chorando… hahaha gente chorei tanto nos primeiros dias, que acho que gastei minhas lágrimas… hahaha

Então ele chegou, nos cumprimentou, e deu início ao procedimento… de cara já vi o saco gestacional… e um pouquinho depois, vi uma bolinha branca… era meu bebê…

Acho que apertei tão forte a mão do Hugo, coitado, que ele chorou foi de dor e não de emoção!!! hahahaha

Uns minutos depois, escutei uma escola de samba!!! Meu Deus, o coração… nessa hora, acho que até a enfermeira que acompanhava o exame chorou, porque foi uma fungação só, eu, meu marido, minha sogra… todo mundo chorando…

O coração batia forte, rápido, constante… como sonhei com esse momento… descobri que não estava de 9 semanas como o exame do Beta apontava, mas sim de 7 semanas e 1 dia.

Descobri também, que a partir daquele momento, minha vida seria contada através de semanas e não de meses, bem como minha virada de semana não seria mais no sábado, e sim às quartas-feiras.

Toda quarta, somo mais uma semana no sonho de ser gestante!!!

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A história continua…

A OUTRA PARTE DA HISTÓRIA

  

Depois de alguns dias distante do meu diário preferido, retorno com novidades!!!

Até agora, tenho contado minhas impressões e meus sentimento a respeito de todo o processo na tentativa de gestar.

Mas e se eu colocasse meu marido para escrever as impressões e sentimentos dele durante todo esse tempo?

Como seria? Será que eu me surpreenderia com o que ele vai escrever? Positivamente? Negativamente?

Será que ele sempre teve a mesma imensa vontade de ser pai, tanto quanto eu quero ser mãe?

Todas as mulheres que passam por esse processo sabem que o que a mulher sente é bem diferente do que o homem sente, pensa e reage aos tantos negativos que recebemos a cada mês.

Eles são mais práticos e bem menos sentimentais que nós. E quando o problema é só com a gente, a forma de encarar toda a situação é ainda mais diferente.

Então, pensando nisso, conversei com a criatura (meu lindo marido) e pedi que ele começasse a escrever também e ele topou…

Então, os próximos Post’s serão escritos por ele, mas quero que vocês continuem mandando suas impressões…

Acho que isso será muito legal, e eu estou super curiosa pra saber a visão dele diante de tudo isso que tem acontecido na nossa vida nesses últimos quase 6 anos de tentantes!!!

Ficou curiosa(o) também? Então não deixe de acompanhar, acho que teremos algumas surpresas por aqui…

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A história continua…

DEU RUIM, E AGORA?

Pra variar um pouco toda a minha história, eu fiz essa FIV no mês de março com a plena e cristalina certeza que todos os meus problemas de infertilidade seriam resolvidos, eu engravidaria de gêmeos, um casal… eles até nome já tinham (e ainda tem, porque não desisto nunca!)… há muito tempo, diga-se de passagem!

O quarto deles já estava todo montado na minha cabeça, enquanto bebês ficariam juntos e depois de grandinhos, a menina ficaria no quarto maior (porque precisamos, não é?!) e o menor para o menino.

Cada detalhe, a decoração, chá de bebê? Chá de revelação? Ainda tinha dúvidas do que faria, mas para ambos, já tinha tudo planejado.

E como contar para a família?? Para aqueles que tanto oraram por nós? Como faria? Será que eu iria filmar o momento de contar a novidade… uma caixinha talvez, com um bilhetinho lindo dizendo que você será titio, titia, vovó, vovô…

Mas não, não foi assim que tudo aconteceu, definitivamente nada do que eu havia sonhado e planejado se realizou.

Por que? Porque não era a hora, o momento e a situação para que tudo acontecesse. Isso me consumiu por uns dias, a sensação de impotência perante toda aquela situação me fez pensar que nada mais daria certo.

Entretanto, eu não poderia me afundar em sentimentos ruins, me afundar na autopiedade que destrói qualquer resquício de sanidade mental e saudável ao ser humano…

Me apeguei a Deus, sim a Deus… só Ele me entende…

Dizer que consigo entender e que estou plena e em paz com tudo isso, não consigo, estaria mentindo… não consigo entender, não estou 100% em paz, choro ainda, tenho insegurança, medo…

Mas com o passar dos anos, aprendi que tenho uma força que nem eu mesma consigo enxergar em muitas situações. Aprendi que eu vou sofrer sim, mas que tenho que levantar a cada queda, sacudir a poeira, pentear o cabelo, passar um batom e seguir em frente!

Gosto muito de música, quem me conhece sabe disso e algumas delas me ajudam de uma forma tão maravilhosa nessa caminhada que eu tenho que compartilhar com você que está lendo esse Post.

Clique aqui e ouça, aqui , aqui e aqui também.

Cada um tem as suas lutas, a minha é a de tentar ser mãe… uns sofrem mais, outros sofrem menos, mas todos sofremos… O que temos que aprender (e é o que faço a cada dia) é saber lidar com as situações desagradáveis da vida.

Tem algo que você queira muito alcançar? Lute, busque, faça sua parte e nunca se esqueça que Deus é Deus em qualquer situação e está pronto sempre a te amparar, basta confiar nEle!

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A história continua…