COMO LIDAR COM A INFERTILIDADE

Como vocês já sabem, fui tentante por quase 7 anos até conseguir meu primeiro positivo (sei que sou repetitiva, mas foram mais de 40 negativos – que eu contei)!

Eu queria muito que todas as pessoas soubessem a montanha russa de sentimentos que é a vida de uma tentante!

A cada mês que a menstruação vem, a cada amiga que engravida e você não (pra mim, essa sempre foi a pior parte, você estar muito feliz pela amiga ter recebido o milagre dela e pensar: mas por que eu ainda não?)… são muitas situações envolvidas no processo.

A infertilidade pode atingir qualquer pessoa, de qualquer idade. Não podemos julgar, não temos o direito de fazer brincadeiras. Se caso você souber de algum casal que passa pelo problema da infertilidade, NUNCA diga a ela para relaxar e deixar que as coisas aconteçam naturalmente, ou que vai acontecer quando pararem de tentar. Isso é péssimo, vai por mim, por maior que sejam as suas boas intenções!

Falar tudo isso, dá a entender que a culpa é nossa, é do casal tentante de não engravidar, ou porque não relaxam, não param de tentar, não dão um tempo, porque estão insistindo demais!!!

A melhor coisa a dizer seria: sinto muito por você estar passando por essa situação, ou apenas não falar nada.

Tentantes não precisam de conselhos, precisam de acolhimento, de empatia, de carinho!

Muitos casai sofrem uma pressão enorme da sociedade, da família, dos amigos e isso em nada contribui para o tratamento.

Hoje, depois que comecei a escrever esse Blog, venho recebendo muitas mensagens de mulheres que sofrem com a infertilidade e das mais diversas formas.

Minha função não é dar conselhos do que elas têm que fazer ou deixar de fazer… falo um pouco da minha experiência, os passos que dei a cada vez e o mais importante, incentivo a nunca desistirem, porque a caminhada não é fácil, é um fardo muito pesado a ser carregado, mas a palavra desistir não deve existir no vocabulário de uma tentante!

A recompensa vem, é só crer e confiar naquEle que tudo fez e criou.

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A história continua…

BLOG, FASE 2

A partir de agora, esse Blog passa a ter uma pegada um pouco diferente, com temas relacionados à vida de gestante.

Quem diria que a Talitinha aqui passaria a escrever como uma grávida, deixando para traz a forma sofrida de tentante?

Mas você, tentante que acompanha a cada novo Post, o que essa louca aventureira na arte de escrever publica a cada semana, não se sinta desamparada. O espaço ainda é dedicado a você e ao turbilhão de sentimentos que envolve essa luta incansável pelo sonho de gestar.

O que muda agora, é que tudo que estou experimentando a cada dia, será retratado com mais frequência, com o intuito de te dar força para nunca desistir desse sonho.

O programa fantástico fez uma série de reportagens referentes à INFERTILIDADE. Indico muito assistir a todos os episódios, o choro é inevitável, com histórias lindas, de lutas e vitórias.

A ideia, é fortalecer você mulher, marido, que há anos busca a maternidade/paternidade, com altos e baixos, muito gasto de dinheiro, sofrimento psicológico intenso, cobrança implícita da família e amigos, com uma vida cheia de perguntas que não tem respostas.

Não desista do sonho, mas cada um conhece seus limites. Se está muito difícil, de um tempo, pare, descanse, foque em outras coisas e depois, volte com tudo. Era assim que eu fazia e isso me ajudava muito.

Se está muito difícil, procure ajuda profissional, não enfrente tudo sozinha, pois a caminhada pode ser mais leve se compartilhada com aqueles que tem condições de ajudar…

Eu nunca desisti, nunca passou pela minha cabeça desistir do sonho de ser mãe, mesmo que para isso, eu precisasse atravessar o oceano para conseguir.

Esse deve ser o pensamento. Cabeça erguida, fazer o que está ao nosso alcance, confiar em Deus, que o mais, Ele vai fazer.

Algumas coisas foram acontecendo na minha vida, até eu descobrir que estava grávida. Uma delas e pra mim a mais significativa e importante, aconteceu em um final de semana que participávamos de um congresso sobre trabalho voluntário, um outro sonho que temos e que vai ficar para um próximo post.

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A história continua…

FIV e ICSI, INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL, hum?

Muito bem, até pouco tempo atrás, o que esta pessoa conhecia de reprodução humana era apena a INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL. Para mim, era tudo a mesma coisa. E eu vou te contar uma novidade…. Não, não é tudo a mesma coisa!!!

Com o passar do tempo, nessa vida de tentante, você passa a ser uma mini micro power puf conhecedora de métodos, siglas, tratamentos e formas de engravidar, você só não engravida! (tá… piada ruim pro contexto, mas tá valendo Hahahahaha)

Vamos lá então… existem algumas diferenças entre estes três procedimentos. Comecemos com a famosa Inseminação Artificial.

Existem alguns protocolos que serão seguidos em ambos os tratamentos, que são:

  • Estimulação ovariana (10 a 12 dias)
  • Indução da ovulação (36 horas)

Estes serão feitos tanto na inseminação, quanto na FIV tradicional ou ICSI.

A coleta dos espermatozoides é feita por meio de masturbação, no próprio laboratório e no caso da inseminação necessita, com duas horas de antecedência ao procedimento, de uma preparação em laboratório do sêmen, para melhorar e aumentar o potencial de fecundação ao serem introduzidos no útero materno.

Os espermatozoides capacitados são introduzidos no interior da cavidade uterina com a ajuda de um cateter. Após esse procedimento o tratamento foi concluído. Então iniciamos a betaespera (fase nada fácil), ou seja, o tempo de espera para a confirmação da gravidez enquanto ocorre a nidação (hum? Outro Post).

Trata-se de um procedimento mais simples e menos invasivo, geralmente utilizado em casais jovens e com baixa infertilidade.

Já a Fertilização In Vitro (FIV), também conhecida popularmente como Bebê de Proveta,  indicada para casos mais complexos de infertilidade, ou seja, casais com idade avançada, pacientes que tenham realizado tratamentos anteriores sem sucesso, mulheres com ausência de trompas ou lesões tubárias, casos de endometriose avançada, quando há números limitados de óvulos, ou fator masculino severo.

Aqui, depois da estimulação ovariana e a indução a ovulação, os folículos liberados são puncionados pelo médico (com anestesia e sedação, é bem tranquilo), O médico utiliza o ultrassom com uma agulha e aspira os folículos ovarianos via transvaginal. Os óvulos são encontrados dentro do líquido aspirado. No mesmo dia, o homem colhe o sêmen através da masturbação. Após algumas horas, o casal é liberado.

Os óvulos puncionados e o sêmen são levados ao laboratório para serem fertilizados. Se houver grande número de óvulos, podem ser separados alguns para fertilizar e outros para serem congelados.

Para serem fecundados, os óvulos e os espermatozoides são colocados juntos em um recipiente próprio e pode ocorrer a FIV clássica, o espermatozoide mais forte “vence” e fecunda o óvulo.

No método ICSI, que significa Intra Citoplasmatic Sperm Injection, é feita a escolha do espermatozoide de melhor qualidade e este é introduzido no óvulo maduro por meio de uma injeção microscópica. Esta técnica é utilizada especialmente em casos de infertilidade masculina ou quantidade baixa de espermatozoides ativos.

Uma vez fertilizados, esses embriões são acompanhados diariamente para se verificar o desenvolvimento dos mesmos e suas multiplicações de células. Cerca de dois a três dias já podem ser transferidos para o útero da mulher, ou congelados para transferência em ciclo posterior.

A transferência não requer anestesia. Os embriões são colocados dentro do útero com um catéter especial com ou sem auxílio de uma ultrassonografia pélvica via supra-púbica.

Após 12 a 14 dias, já se pode saber o resultado através do teste de gravidez (beta-hCG). A taxa de gravidez por tentativa depende da idade da mulher e do diagnóstico do casal.

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A história continua…

CASAMENTO BLINDADO

Pegando carona no programa do casal bonitinho da Record, vou falar de um assunto bem delicado na vida de um casal que tenta engravidar.

Eu e meu marido, desde o início do nosso relacionamento sempre prezamos pela conversa. Sempre nos permitimos falar de todo e qualquer assunto. Durante o namoro, conversávamos sobre a vida de solteiros, coisas que gostávamos de fazer sozinhos, sonhos, lutas, faculdade, trabalho, etc.

Se tínhamos algum tipo de atrito tentávamos resolver o quanto antes, não era nosso costume deixar pra lá, deixar pra depois… porque mágoas deixadas de lado correm o risco de se tornarem ressentimentos e ressentimento pode causar uma separação.

Sempre oramos e estudamos a bíblia juntos. Enquanto namorados tentávamos tirar um tempinho, pessoalmente ou por telefone para orarmos e trouxemos esse costume para nosso casamento.

Credito a estas atitudes tomadas desde o começo do namoro, um relacionamento maravilhoso depois que casamos, mesmo com um início financeiramente difícil. Enfrentamos as dificuldades financeiras com muita conversa, companheirismo e apoio. Não tivemos brigas e nossa adaptação como casados foi muito tranquila.

Graças a esse tipo de relacionamento que adotamos desde sempre, que ao nos depararmos com a dificuldade de engravidar e todo o processo subsequente, nos mantivemos firmes com um amor aumentado e um CASAMENTO BLINDADO! (Ai que lindo, até rimou!!! hahahahahaha)

Pra quem está por acaso lendo este Post e  não faz ideia do que seja o Coito Programado, trata-se de um tratamento alternativo para casais com dificuldade de engravidar. Na verdade, é um dos primeiros passos a se tomar.

É uma técnica consagrada e pouco invasiva para estimular a fertilidade e a fecundação. Se o casal tiver a devida capacidade reprodutiva a administração de medicamentos orais ou injetáveis acontece para estimular o crescimento do folículo ovariano de modo a levar à liberação do óvulo. E uma vez estimulado, deve-se fazer US seriadas para se saber a provável data em que o óvulo será liberado sendo que medicamentos são aplicados na mulher e há data e horário, sim, DATA E HORÁRIO, para que a relação sexual ocorra!

Essa é a parte desgastante, chega um momento em que você não tem mais um momento íntimo com seu marido, mas sim um momento de FAZER FILHO!

Se o casal não tiver uma cumplicidade gigantesca, o casamento pode desmoronar.

Para tentar amenizar toda essa situação, sempre conversamos muito, rimos um da cara do outro, falamos o que estamos sentindo, oramos e isso tem, com toda certeza, contribuído para nos unirmos ainda mais.

Esta fase não é fácil, mas é necessária ao processo da busca do sonho de gestar.

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A história continua…