MAIS LEVE

Já fiz algumas cirurgias nesse processo todo de tentar engravidar, então o que não tenho medo, messsmo é de anestesia, eu até gosto do sono que sinto e meu marido adora tirar sarro de mim quando estou sob o efeito dos anestésicos… falo cada bobeira!!! Hahahahaha

A punção, como já expliquei nesse Post aqui, é um procedimento que é feito com anestesia local e sedação.

Então devidamente posicionada recebi minha dose do soninho e já comecei a ficar mole. O Dr. Havia explicado que o procedimento é relativamente rápido e que aproveitaria a anestesia para fazer uma injúria endometrial, que nada mais é que dar uma arranhadinha no endométrio que melhora a vascularização e consequentemente facilita na implantação do embrião.

De tempos em tempos o anestesista me acordava e perguntava se estava tudo bem. Muito atenciosos, não tem como não ficar encantada!

O resultado da minha punção com tão poucos medicamentos que tomei, foi muito melhor do que o esperado. Tive 17 folículos que resultaram em 15 óvulos, dos 15 separamos 8 para fertilizar que resultou em 4 lindos embriões. O restante dos óvulos congelamos para caso não desse certo tivéssemos outras chances de transferências.

Ah como fiquei feliz, sem hiperestimulação, sem dor, sem estress…

Um detalhe que não me lembro se já falei, é que o congelamento já estava incluso no valor que você paga!

Como tive histórico de hiperestimulação, não transferi a fresco os embriões, eles foram congelados e transferi somente no mês de setembro.

Outra coisa que não tive na outra clínica, recebi um relatório com a quantidade de folículos retirados, quantos óvulos que resultaram, quantos foram fertilizados, a progressão de cada um, a forma de congelamento, tudo.. tudo bem explicadinho, claro e informativo.

Por isso, sério se você que está lendo este Post está na mesma luta que eu, sofre por não ter condições de fazer uma fertilização e essa é sua única saída para conquistar esse sonho, procure o Dr. Vinícius Stawinski, além de um tratamento humanizado as condições são muito facilitadas, sei porque já o indiquei a várias amigas e estas indicaram para outras e todas estão felizes pela escolha que fizeram.

Saí da sala de cirurgia da clínica, ganhei um lanchinho e um suquinho, fiquei um tempo pra acordar na anestesia e assim que melhorei, já fui me trocar.

Incrivelmente, voltei muito rápido da anestesia, não fiquei grogue e falando bobeiras como sempre acontecia.

Quando cheguei na sala de recepção, vi meu maridão com um sorrisão na cara e assustado por eu estar andando sozinha com apenas 20 minutos após o procedimento!!! Hahahaha

Logo o Dr. Vinícius nos chamou e fomos à sua sala, onde ele nos explicou todo o procedimento e como eu deveria me cuidar no pós.

Saí de lá com uma sacolinha com meus medicamentos que deveria tomar, uma linda garrafinha da Semear (porque eu deveria tomar bastante água e a garrafinha era para me incentivar – QUE FOFO!) e o coração cheio de alegria e esperança!

Voltamos embora no mesmo dia!

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A história continua…

TUDO DIFERENTE

Acordamos bem cedinho, nosso horário estava marcado para 08:00 horas da manhã na cidade de Maringá, que fica a 150 km da que moro, Mamborê.

Chegamos, fomos encaminhados ao local que a US seria feita, o médico é o papa das US de pré-natal. E nós lá, ansiosos em meio a várias grávidas, umas no começo, outras já com o barrigão lindo de suas trinta e poucas semanas.

O sonho era de em breve estar ali, não para contar folículos, mas sim para ouvir o coração do nosso bebê… nossa como sonho com esse dia!!!

Fomos chamados a entrar e quando o medico começou a US, já vi, de cara, várias bolas escuras!!! Ele disse, nossa!!! Muitos folículos aqui heim… você está em processo de Fertilização? Respondi positivamente e ele completou, vai ser um sucesso… você respondeu muito bem às medicações, estão crescendo praticamente iguais e não terá problemas na hora da punção (não tem noção do que eu to falando? Clica aqui, que você vai entender um pouco mais).

Fiquei tão feliz, porque antes de fazer a US, gente… não foi nada estressante… nada de várias agulhadas por dia, aquela pressão de aplicar exatamente no horário correto e a quantidade correta (meu marido que aplicava tudo, tadinho), sem contar que essa US foi a única que fiz antes da punção, na primeira FIV, tive que ir a Maringá dia sim dia não… muito gasto e muito estresse.

A orientação do meu médico era que após a US, deveria tomar a noite uma injeção (isso foi em uma quinta-feira), no sábado a noite tomaria mais duas e na segunda de manhã, faria a punção! Sério, muito tranquilo mesmo.

Assim fizemos, no sábado a noite tomei as duas injeções às 21:00 horas e no domingo cedinho partimos para Ribeirão. Estávamos radiantes, encaramos como uma viagem de passeio. Chegamos no domingo no final da tarde e fomos direto ao hotel que ficaríamos. A noite, saímos pra comer e conhecer um pouco a cidade!

A noite a ansiedade me atrapalhou um pouco para dormir, mas consegui. Não pude aproveitar o café da manhã, porque o procedimento deve ser feito em jejum, mas meu digníssimo marido fez questão de me contar o que havia perdido!!! Hahahahaha

Chegamos na clínica às 07:30 da manhã, a punção estava marcada para 08:00 da manhã. Gente, o que são aquelas pessoas da Semear Fertilidade!!! Super atenciosas, queridas te deixam tão a vontade, são sorridentes… nossa não sei nem o que dizer!

Fui convidada a entrar e trocar de roupa, estava esperando para ser atendida e o Dr. Vinícius chegou, com um sorrisão estampado, contando piadas e deixando tudo mais leve!

Logo chegaram os outros médicos, anestesista, a moça instrumentadora, enfermeira, todos conversando comigo, perguntando coisas, muito legal!

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A história continua…

UM NOVO COMEÇO

Quando fui à primeira consulta com meu atual médico, estava tomando um medicamento chamado Allurene, que seguraria minha menstruação e assim manteria minha endometriose sob controle.

Ficou combinado que assim que minha menstruação viesse, eu entraria em contato com ele para dar início ao novo procedimento de FIV.

Nossa primeira fertilização foi muito traumática, por vários motivos, o primeiro deles claro, é que não tivemos o resultado esperado, o segundo é que contamos apenas para a família, mas outras pessoas de fora ficaram sabendo e as perguntas… DEU CERTO? E AI, VAI VIR GÊMEOS? TÁ COM ENJOO? Me cortavam por dentro, pois essas pessoas não sabiam que não tinha dado certo… e eu tinha que reviver toda aquela angústia de novo pra explicar que não havia sido dessa vez. Sério, não fiquem perguntando.. “E aí, quando vem o bebê???”, isso machuca demais… Leia este Post aqui e entenda o que estou falando.

Então, para evitar todo esse transtorno que tivemos, decidimos, eu e meu marido que a próxima FIV que faríamos, a gente não iria contar pra ninguém, ninguém mesmo.. nem pras nossas mães… e assim fizemos.

Com essa decisão tomada, agora tínhamos que aguardar a menstruação descer… e no início de agosto ela apareceu!

Mais que depressa mandei um whats para o Doutor (sim, ele responde whats e muito rápido, eu tiro todas, TODAS as minhas dúvidas com ele…), mandou meus medicamentos pela irmã dele… ahh não sei se falei, mas o valor da FIV que é menor do que somente os honorários que paguei pro meu médico anterior, já inclui todos os medicamentos que vou precisar tomar.

Peguei aquela caixinha… até me assustei quando vi que tomaria Clomid (indutor de ovulação) e mais 3 injeções… Epa!!! Só isso??? Hahahaha não acreditei.. na outra tomei mais de 20 injeções em menos de 10 dias!!! Não estava acreditando!!! Era muito bom e tranquilo pra ser verdade!!!

Tomei 2 Clomid por dia e no sétimo dia de Clomid fui fazer uma US para contagem dos folículos. Confesso que não estava muito confiante, afinal, nem inchada não estava, tinha medo de não ter folículos e consequentemente não ter óvulos para a FIV que estava prestes a fazer…

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A história continua…

PUNÇÃO FOLICULAR

Lembra do Post que falei das medicações que tomei para estimular a liberação de folículos? Que precisava ter pelo menos 10 para se obter o maior número de óvulos?

Depois de tomar todos os medicamentos para a estimulação ovariana, ou seja, para a liberação de mais óvulos e não somente um, como ocorre todos os meses em ciclo normal, chega a fase da Punção Folicular.

É um procedimento simples, feito na própria clínica, com anestesia local e sedação, indolor.

Visa extrair os óvulos do interior dos folículos. Imagine que os óvulos ficam dentro dos folículos que por sua vez ficam dentro dos ovários. O folículo é tipo uma “bolha de água” onde no meio desta água o óvulo fica boiando (ótima eu né, suuuper técnica hahahaha). Dentro de cada folículo tem apenas um óvulo e às vezes pode acontecer de o folículo não ter nenhum óvulo. Por exemplo podemos ter 10 folículos e apenas 5 óvulos, mas nunca podemos ter 10 folículos e 11 óvulos.

É utilizada uma agulha bastante fina que fica acoplada no ultrassom transvaginal. Esta agulha perfura a vagina, o ovário e por último o folículo. Todo este sistema fica interligado a uma bomba de aspiração negativa que é acionada por um pedal que retira o líquido do folículo trazendo junto o ovulo, desde de que ele existe dentro deste folículo.

Tudo é feito com a ajuda de ultrasson para evitar/diminuir o risco de alguma lesão em outros órgãos.

A punção deve ocorrer entre 34 e 36 horas depois da aplicação do hormônio de maturação (no meu caso foi a Ovidrel).

Todo o procedimento dura em média 30 minutos. Imediatamente depois da punção, os óvulos são contados e posteriormente classificados como maduros, imaturos ou de maturação intermediária. Ficam no laboratório, em placas de cultura prontos para serem fertilizados, ou congelados.

Hoje em dia tem se tornado muito comum o fato de mulheres preservarem sua fertilidade congelando seus óvulos para anos depois poder engravidar sem colocar em risco a maternidade.

Os óvulos congelados, podem ser preservados por tempo indeterminado e quando a mulher for utilizá-los, mesmo que ela já esteja com 50 anos por exemplo, e quando os congelou estava com 30 anos, seus óvulos estarão com a qualidade de quando foram criopreservados.

No meu caso, fiz o procedimento porque estava no processo da Fertilização In Vitro, então todos os meus óvulos seriam fertilizados para poder transferi-los no mesmo ciclo.

Se você que está lendo este Post pretende engravidar, mas não tão já.. procure seu médico, converse com ele a respeito da preservação da fertilidade, pode fazer toda diferença na sua vida.

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O COMEÇO DO SOFRIMENTO

Acordei cedo tomei um banho e fomos à clínica, o dia da punção havia chegado.

Cheguei na clínica às 07:30 da manhã, e fiquei aguardando ser chamada para fazer o procedimento.

Nossa hora chegou, subimos nos paramentamos e ficamos ansiosos na espera de que tudo acabasse logo.

Após a punção (clique aqui), fiquei na sala de recuperação por cerca de duas horas e já fui liberada para ir pra casa. Saímos de lá com uma receita em mãos de alguns medicamentos para dor, gases e para prisão de ventre.

Fiquei na casa da minha mãe, por ficar mais próximo à Maringá, cidade que faço o tratamento. No mesmo dia, quarta-feira pra ser mais específica, fiquei sentindo algum desconforto, mas nada diferente do que já tinha passado nos pós cirúrgicos anteriores.

Mas a noite a coisa começou a complicar, minha barriga parecia ter dobrado de tamanho estava sentindo muita dor e mal conseguia me mexer. Achei que pudesse ser normal, tomei meus remédios e adormeci.

Na quinta-feira acordei maior ainda, estava com uma barriga de cinco meses com muita dor e não conseguia ir ao banheiro. Fui me pesar e qual não foi minha surpresa, vi que estava com quase 3 quilos a mais que o meu peso normal. O queee????

Sem entender o que de fato estava acontecendo ligamos para o médico e ele disse que a princípio isso seria normal, mas que se o quadro piorasse, eu teria que ir pra lá pra ele me ver.

Adivinhem… Piorei… fomos a Maringá novamente e ele fez uma ultrassom em minha barriga e constatou que estava cheia de líquido. Lá descobri que eu estava passando pela Síndrome da Hiperestimulação Ovariana (clique aqui). Foi quando ele nos contou que no dia da punção havia mais de 30 folículos e outros menores ainda e que eu havia respondido bem aos medicamentos (bem demais né, convenhamos), que minha situação inspirava cuidados e que teria que ser monitorada.

Até aí, tudo bem… dor eu aguento! O que fez meu mundo cair é que os embriões que estavam “nascendo” no laboratório, não poderiam ser transferidos naquele momento!!!!

Voltei, mais uma vez, pra casa fazendo o que Brasil???  Chorando muito!!!

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