BETA ESPERA 2

Voltamos para o hotel, como estava em jejum, a fome estava grande e no hotel que ficamos, bem próximo havia um shopping!

O Hugo foi até lá e eu fiquei deitadinha, sonhando com minhas bolinhas, conversando com elas, falando com Deus, implorando pra que elas gostassem da casinha delas e ficassem ali pelos próximos 9 meses.

Meus olhos brilharam quando o Hugo chegou com a comida! Quem me conhece sabe que eu não sou a melhor pessoa quando estou com fome! Hahaha

Foi o melhor macarrão Spoletto que eu já comi na minha vida! Fiquei mais feliz ainda, porque os potinhos para viagem pareciam Tupperware (sim, adoro essas coisas e guardo tudo! ME JULGUEM!)

Comi, comi muito, o meu, o do Hugo, depois o meu de novo, foi top! E depois de comer fiz outra coisa que adoro… dormi… o sono dos justos, acordei minutos antes de termos que ir para rodoviária pra retornarmos pra casa.

Voltamos de ônibus, fomos de leito! Gente, que que é aquilo? Nunca havia viajado de ônibus leito, é muito chique e confortável! Tanto, que o motorista teve que nos acordar quando chegamos em Maringá, hahahaha só eu e o Hugo ainda estávamos no carro.. que vergonha!

Pena que é o dobro mais caro, senão, vishi só viajaria de leito, certeza!

Chegamos em casa, o Hugo foi trabalhar e eu fiquei de atestado nesse dia apenas. Ninguém sabia da FIV que estávamos fazendo, apenas um casal amigo.

Tentei relaxar, ouvir música, assistir a um bom filme, mas olha… é difícil heim… como é difícil desligar e esquecer que existem 2 bolinhas em potencial de se tornarem um bebê, ou dois, por que não?

Mas os dias foram passando, a vida continuou normal, voltei ao trabalho, até a academia eu fui.. mas o D12 não chegava nunca!

Estávamos muito confiantes, orávamos a Deus todos os dias, a todo momento clamava por misericórdia e pela benção de me tornar mãe.

Com o passar dos dias a ansiedade aumentava, as noites eram longas e os dias, nem se fala. Mas a todo momento, confiando que Deus faria o melhor para nossa vida.

O dia de fazer o teste estava chegando, era pra ser em uma terça-feira. Chegaria dezembro mas essa terça-feira não chegava nunca…

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A história continua…

PINGUINS

Com a bexiga devidamente cheia, entrei na sala onde a transferência seria feita… o Hugo estava junto dessa vez, nervoso, com as mãos geladas, e eu? Nem conseguia me mexer, porque com certeza faria xixi… então melhor manter a cara de paisagem… hahahaha

A transferência dos embriões (TEC), é um procedimento bem rápido e indolor, por meio de uma ultrassonografia, fica bem claro a bexiga cheeeeia de líquido e o útero fica visível.

Uma vez detectado o útero, um cateter contendo os embriões é inserido (como se fosse uma US transvaginal) e bem devagarinho, você vê umas bolinhas caminhando pela tela do monitor e ficando dentro do seu útero.

O Dr. Vinícius chegou na sala, orou (achei lindo isso) e autorizou o laboratório a “abrir a janelinha” e entregar meus pinguins para entrarem na barriga da mamãe.

Foi lindo e emocionante. Em menos de 3 minutos eles já estavam comigo. Aquela sensação de que agora só dependia de Deus e da natureza agir, mas que eu também teria responsabilidade pra que tudo aquilo desse certo, estava bem vivo dentro de mim.

Fiquei mais uns 5 minutos ali deitada na maca (que pareceram uma eternidade, que vontade de fazer xixi minha gente!!!!), e depois já pude levantar, FAZER XIXI e me trocar.

Pois é, fazer xixi… e o medo de jogar fora meus pinguins?! Hahahahaha sei que não existe essa possibilidade, mas duvido se existe alguma mulher nesse mundo que tenha feito FIV e que não tenha pensado nisso!!! D U V I D O!!!!! HAHAHAHAHAHAHA

Trocada, com a bexiga devidamente vazia e no hall de entrada da clínica, esperamos o doutor nos chamar.

Fomos à sala dele, ele nos explicou tudinho como seriam os próximos dias, quem conhece ele, parece que vai ouvir ele dizendo: VIDA NORMAL! SEGUE O BAILE! LANCE NORMAL, SEGUE O JOGO! OPEN BAR!!! Hahahahahaha

Resumindo, nada de repouso absoluto (leia aqui), alimentos a evitar, ou comer demasiadamente! Obvio que cada um faz o que achar melhor e ele deixou isso bem claro, se eu quisesse pedir pra ele um atestado de 7 dias, ele me daria, desde que isso fosse bom pra mim e pro meu psicológico!

Mas não havia nenhuma obrigatoriedade. Até exercícios físicos eu poderia fazer, com cautela é claro, mas VIDA NORMAL, não é mesmo?

Saí da clínica com mais uma sacolinha da Semear, com meus medicamentos que deveria tomar de suporte da gravidez, e com o teste de farmácia que deveria fazer no D12.

Segura a ansiedade, curta o momento, cuide do seu psicológico, era só isso que eu conseguia pensar.

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A história continua…

VEM MENSTRUAÇÃO!!!

Voltamos pra casa com o coração cheio de alegria. Fazendo planos, pensando em como seria a próxima vinda, se de carro novamente, se de ônibus… foi um retorno gostoso.

Chegamos em casa, o Dr. Me deu uns dias de atestado porque eu estava no risco de desenvolver ainda a hiperestimulação, então o repouso era necessário.

Estava tomando cerca de 3 litros de água por dia, fora a água de côco que eu tomava também. Banheiro, sim… toda hora eu estava indo ao banheiro.

Ficaria esse restante de mês de agosto esperando a menstruação vir, para aí dar início ao processo de preparação do endométrio para receber as nossas bolinhas pinguins (meu jeito carinhoso de chamar nossos embriôesinhos congelados).

Quando saí da clínica depois da punção tinha em mãos um gel para passar nas coxas com o antebraço e uns comprimidos, para que no dia que viesse a menstruação, eu já começasse a fazer uso.

Todos os dias eu lia o rótulo do gel e desse comprimido (Duphaston), para saber exatamente o que fazer quando chegasse a hora!

Não adiantou nada!!! Quando veio, a primeira reação que tive foi a de mandar whats pro Dr. Vinícius e perguntar o que ele já havia me explicado incansavelmente! Coitado, sério ele deveria ganhar um troféu só por ter que aguentar essas tentantes ansiosas e cheias de dúvidas!!! Hahaha e eu… jamais seria diferente!

Comecei então a usar o gel e tomar os comprimidos, tudo bem direitinho, duas vezes ao dia se não me engano e com 11 dias após a menstruação tinha que fazer uma US pra ver a espessura do endométrio e marcar a ida para Ribeirão para buscar as bolinhas congeladas.

Meu endométrio estava com uma espessura ótima, mandei o resultado pro doutor e na terça, deveria esta em ribeirão para a TEC (Transferência de Embriões Congelados).

Ô final de semana que não passava, como demorou… dessa vez resolvemos que iríamos de ônibus, e assim fizemos.

Chegamos no hotel, nosso horário estava marcado para as 09:30, tomei um banho, sem perfume, sem hidratante corporal, sem maquiagem… qualquer coisa desse tipo pode prejudicar o ar do laboratório e consequentemente os embriões.

A ansiedade era tanta, que esqueci de tomar água… você tem que estar com a bexiga bem cheia pra fazer a transferência.

Então fiquei na salinha de espera, me entupindo de tomar água. Acho que tomei uns 780 litros de água, pelo menos essa era a sensação quando eu tinha que me segurar pra não fazer xixi na frente de todo mundo!!! Afff hahahaha.

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A história continua…

TUDO DIFERENTE

Acordamos bem cedinho, nosso horário estava marcado para 08:00 horas da manhã na cidade de Maringá, que fica a 150 km da que moro, Mamborê.

Chegamos, fomos encaminhados ao local que a US seria feita, o médico é o papa das US de pré-natal. E nós lá, ansiosos em meio a várias grávidas, umas no começo, outras já com o barrigão lindo de suas trinta e poucas semanas.

O sonho era de em breve estar ali, não para contar folículos, mas sim para ouvir o coração do nosso bebê… nossa como sonho com esse dia!!!

Fomos chamados a entrar e quando o medico começou a US, já vi, de cara, várias bolas escuras!!! Ele disse, nossa!!! Muitos folículos aqui heim… você está em processo de Fertilização? Respondi positivamente e ele completou, vai ser um sucesso… você respondeu muito bem às medicações, estão crescendo praticamente iguais e não terá problemas na hora da punção (não tem noção do que eu to falando? Clica aqui, que você vai entender um pouco mais).

Fiquei tão feliz, porque antes de fazer a US, gente… não foi nada estressante… nada de várias agulhadas por dia, aquela pressão de aplicar exatamente no horário correto e a quantidade correta (meu marido que aplicava tudo, tadinho), sem contar que essa US foi a única que fiz antes da punção, na primeira FIV, tive que ir a Maringá dia sim dia não… muito gasto e muito estresse.

A orientação do meu médico era que após a US, deveria tomar a noite uma injeção (isso foi em uma quinta-feira), no sábado a noite tomaria mais duas e na segunda de manhã, faria a punção! Sério, muito tranquilo mesmo.

Assim fizemos, no sábado a noite tomei as duas injeções às 21:00 horas e no domingo cedinho partimos para Ribeirão. Estávamos radiantes, encaramos como uma viagem de passeio. Chegamos no domingo no final da tarde e fomos direto ao hotel que ficaríamos. A noite, saímos pra comer e conhecer um pouco a cidade!

A noite a ansiedade me atrapalhou um pouco para dormir, mas consegui. Não pude aproveitar o café da manhã, porque o procedimento deve ser feito em jejum, mas meu digníssimo marido fez questão de me contar o que havia perdido!!! Hahahahaha

Chegamos na clínica às 07:30 da manhã, a punção estava marcada para 08:00 da manhã. Gente, o que são aquelas pessoas da Semear Fertilidade!!! Super atenciosas, queridas te deixam tão a vontade, são sorridentes… nossa não sei nem o que dizer!

Fui convidada a entrar e trocar de roupa, estava esperando para ser atendida e o Dr. Vinícius chegou, com um sorrisão estampado, contando piadas e deixando tudo mais leve!

Logo chegaram os outros médicos, anestesista, a moça instrumentadora, enfermeira, todos conversando comigo, perguntando coisas, muito legal!

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UM NOVO COMEÇO

Quando fui à primeira consulta com meu atual médico, estava tomando um medicamento chamado Allurene, que seguraria minha menstruação e assim manteria minha endometriose sob controle.

Ficou combinado que assim que minha menstruação viesse, eu entraria em contato com ele para dar início ao novo procedimento de FIV.

Nossa primeira fertilização foi muito traumática, por vários motivos, o primeiro deles claro, é que não tivemos o resultado esperado, o segundo é que contamos apenas para a família, mas outras pessoas de fora ficaram sabendo e as perguntas… DEU CERTO? E AI, VAI VIR GÊMEOS? TÁ COM ENJOO? Me cortavam por dentro, pois essas pessoas não sabiam que não tinha dado certo… e eu tinha que reviver toda aquela angústia de novo pra explicar que não havia sido dessa vez. Sério, não fiquem perguntando.. “E aí, quando vem o bebê???”, isso machuca demais… Leia este Post aqui e entenda o que estou falando.

Então, para evitar todo esse transtorno que tivemos, decidimos, eu e meu marido que a próxima FIV que faríamos, a gente não iria contar pra ninguém, ninguém mesmo.. nem pras nossas mães… e assim fizemos.

Com essa decisão tomada, agora tínhamos que aguardar a menstruação descer… e no início de agosto ela apareceu!

Mais que depressa mandei um whats para o Doutor (sim, ele responde whats e muito rápido, eu tiro todas, TODAS as minhas dúvidas com ele…), mandou meus medicamentos pela irmã dele… ahh não sei se falei, mas o valor da FIV que é menor do que somente os honorários que paguei pro meu médico anterior, já inclui todos os medicamentos que vou precisar tomar.

Peguei aquela caixinha… até me assustei quando vi que tomaria Clomid (indutor de ovulação) e mais 3 injeções… Epa!!! Só isso??? Hahahaha não acreditei.. na outra tomei mais de 20 injeções em menos de 10 dias!!! Não estava acreditando!!! Era muito bom e tranquilo pra ser verdade!!!

Tomei 2 Clomid por dia e no sétimo dia de Clomid fui fazer uma US para contagem dos folículos. Confesso que não estava muito confiante, afinal, nem inchada não estava, tinha medo de não ter folículos e consequentemente não ter óvulos para a FIV que estava prestes a fazer…

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A CONSULTA!

Como disse no Post anterior, depois de tanto bater a cabeça e gastar dinheiro com vários médicos, ser mal atendida por alguns deles, finalmente conheci um médico que pôde me apresentar a luz no fim do túnel que eu tanto buscava!

Para marcar a consulta, consegui um telefone por indicação de uma amiga muito querida e pelo Whatsapp consegui minha data! Já fiquei feliz por ai…

Tá Talita, mas qual o nome desse médico? Haha sim, recebi várias mensagens de leitoras me perguntando o nome do meu médico e devidamente autorizada, meu médico é o Dr. Vinícius Stawinsk (segue ele no Insta @dr.vinicius.stawinski, ele dá várias dicas para nós tentantes)

Devido aos acontecimentos do mês de março, onde tive minha primeira FIV negativa, um quadro de hiperestimulação (falo tudo nesse Post aqui), eu estava bem desanimada e desmotivada, ao mesmo tempo que queria muito conquistar o sonho de gestar, o desanimo me abatia.

Além de tudo isso, ainda tinha o desfalque financeiro, por mais que eu e meu marido, desde quando soubemos que uma gravidez espontânea seria praticamente impossível, começamos a guardar um dinheiro especificamente para o momento FIV que estava cada vez mais perto. Mas mesmo assim, os valores de honorários com meu antigo médico, bem como as medicações que eu tomei, nos causaram um baque orçamentário grande!

Mas quando começamos a conversar e o Dr. Vinícius já de cara falou que Fertilização In Vitro não é mais um bicho de sete cabeças, que hoje em dia já está bem mais acessível e muito mais humano (oi? Minha primeira não foi nada humana!!! Hahaha), isso acabou me animando e me dando uma esperança que já estava bem guardadinha no meu coração!

Algo que achei muito interessante no protocolo do Dr. Vinícius e é diferente dos outros médicos que já me consultei, é que ele apenas faz a FIV, ele é especialista em FIV, investigações, tratamentos e até mesmo o acompanhamento depois de um positivo, você faz com seu obstetra de confiança e preferência e isso ele deixa muito claro já na primeira consulta.

O que mais me encantou em tudo isso, é a franqueza e o tratamento médico/paciente, onde você sabe exatamente o que vai acontecer e o protocolo a ser seguido, sem surpresas ou valores não informados!

Agora vamos ao que interessa, valores… quase caí pra trás quando ele me disse o valor da Fertilização… sério… como paguei tão caro assim? Com o valor que paguei na primeira, poderia fazer umas 3 com o Dr. Vinícius… mas tudo ao seu tempo né!

Ah, a clínica onde todos os procedimentos são feitos fica em Ribeirão Preto/SP, ótima clínica por sinal, muito conceituada e com alta tecnologia.

Saímos do consultório, eu e minha mãe encantadas com o atendimento e com as esperanças renovadas, certas que dali em diante as coisas poderiam começar a melhorar.

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TÁ, MAS E AGORA?

Ok, decidimos que lá não iríamos mais, amamos o médico de Prudente, mas pra nós era muito fora de mão… então o que faríamos?

Começamos a ir atrás de médicos de Maringá mesmo, sabia os nomes dos quais eu não queria me tratar de jeito nenhum, mas precisava de mais informações de uns novos que estavam chegando na cidade!

E veio até mim, através de uma amiga muito querida o nome do médico que me acompanha até hoje.

Mais do que depressa, liguei e marquei uma consulta. Já era junho de 2017 e não aguentava mais esperar…

Ahhh!!! Lembra meu joelho? Então fui a um especialista que pediu uma ressonância? Pois é, fiz e o resultado foi que eu estava com várias fissuras em todo o meu joelho. Ele me disse que não valeria a pena uma cirurgia, mas que teria que fazer uma reposição de cálcio e me indicou Pilates. Me ajudou muito, enquanto tinha muita dor, fiquei no Pilates, conforme fui melhorando, voltei finalmente para academia. Hoje já não sinto mais dor, acho que o pior passou.

Fiz muitos exames, brinco que um deles quase foi uma doação de sangue, afinal foram umas 12 ampolinhas daquelas sabe!!! Hahaha deu até uma fraqueza na hora de levantar da  cadeira. Em um deles, apontou uma possível Trombofilia, mais uma coisa pra conta… afff, sério isso?

Mas tudo bem, estava determinada a trocar de médico e confiante de que nossa hora chegaria.

O dia da consulta chegou, meu marido não pode me acompanhar então minha mãe foi junto. Chegamos lá, um lugar bem bonito… já gostamos…

A consulta era particular e descobri lá que não aceitavam cartão, mas a secretária gentilmente aceitou que fizesse um depósito bancário… achei muito fofo!!!

No horário marcado, (isso é muito importante, quem é tentante sabe o que estou dizendo… já fiquei horas esperando pra ser atendida, e quando chegou  minha vez, em 5 minutos já estava sendo “mandada” embora), fomos convidadas a entrar no consultório! Uau, isso não acontecia comigo há mais de 4 anos, já gostei mais ainda!

O médico… gente que cara animado, pra cima… nos atendeu com tanta atenção, explicou tuuuudo pra minha mãe, como funciona a FIV (se você não sabe, clica aqui que eu explico).

Saímos de lá com a certeza que esse seria meu médico dali em diante!

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A história continua…

É SÉRIO ISSO GENTE?!

Chegamos a clínica, fomos muito bem atendidos, passei por uma enfermeira que olhou todos os meus exames, me fez várias perguntas, anotou tudo, fez tipo um relatório… achei bem legal isso!

Depois de minutos fomos chamados para o consultório do médio, que nos fez várias perguntas novamente, fomos respondendo tudo e a dor no joelho me consumindo!

Quando falei que havia feito o tratamento com o Zoladex, ele arregalou o olho. Perguntou quando havia feito esse tratamento e quantas injeções havia tomado. Respondi que a primeira, ele já me cortou, como assim a PRIMEIRA? Você fez o tratamento mais que uma vez? Respondi que sim, em 2016 tomei 7 injeções, e agora depois da FIV negativa iria tomar pelo menos mais 3, que já havia tomado 2…

Ele me cortou novamente, explicou que esse é um protocolo que não é indicado há mais de 6 anos, que existem outros meios e medicamentos com efeitos colaterais bem menos agressivos que Zoladex, que se mau administrado, pode causar perda óssea! Nesse momento, eu e o Hugo nos olhamos e apontamos para o meu joelho! É claro, esse poderia ser o motivo dessa dor inexplicável!

O Doutor então indicou que fossemos urgente a um ortopedista especialista em joelho e contasse que havia feito o tratamento de 9 meses com zoladex. Eu poderia estar passando por uma perda óssea e nem sabia!

Ele fez exames em mim, viu que estava aparentemente tudo bem e que eu havia liberado 4 óvulos!!! Afff mais essa??? Com duas injeções de zoladex (que deveria me induzir à menopausa) e eu liberando 4 óvulos? E o risco que estava correndo de gerar uma anomalia??? Na certa eu ainda estava sob efeito da hiperestimulação que tive na FIV que havia feito em março, não leu o Post? Clica aqui!

Ficamos muito, mas muito bravos. Tínhamos consulta com meu atual medico no outro dia, saímos de Prudente com a certeza que nunca mais pisaríamos no consultório do médico que fez minha FIV. Mas depois com calma, resolvemos ir até lá pra conversar e tentar entender o que passava naquela cabeça!

Quando chegamos lá, no outro dia, a secretária já queria me encaminhar direto para aplicar outra dose de Zoladex, disse não, e que queria conversar com o médico primeiro. Entramos no consultório dele e de cara o questionamos a respeito do efeito colateral de perda óssea no caso de Zoladex em excesso, ele gaguejou, desconversou e disse que isso é falácia e que não ocorre, mas no fim respondeu que não mais aplicaria e que já daria início a uma nova FIV! Hum??? Dinheiro dá em arvore agora? Me dá uma muda, porque não tenho não!

Ainda o questionamos com respeito a outros detalhes, que não cabe falar aqui e que também ficamos sem respostas!

Resultado, saímos de lá pra nunca mais voltar!

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BOLA PRA FRENTE

Pois é, vamos aos possíveis destinos. Eu sempre amei praia, quando penso em viajar a primeira opção que vem em minha mente é: PRAIA!

Amo a sensação, o clima, areia no pé, o barulho das ondas do mar, a brisa, o sol… ah… amo o sol!!!

Quando casamos, essa era uma discussão que tínhamos, o Hugo no começo não era muito fã da tal da praia, mas porque na família dele, não havia o costume de ir a praia, na verdade nem de viajar ele conta que não tinham costume.

Mas, coisa boa a gente aprende rápido e praia é coisa boa né amores… rapidinho ele aprendeu a gostar também, e desde então, essa é nossa primeira opção.

Em 2016 fomos a Cancun no México e amamos aquele lugar. Bem próximo a Cancun existe uma ilha chamada COZUMEL, linda, paradisíaca e esse foi o local escolhido para passarmos uns dias de tranquilidade e olha!!! Ótima escolha viu!!!

Nesse meio tempo, chegou a hora de tomar a segunda injeção de Zoladex, fui à clínica e o médico olhou pra mim perguntou meu nome, se eu estava tomando uma vitamina específica, respondi tudo conforma a última vez que havia ido lá, inclusive ele ficou surpreso quando disse que minha menstruação havia descido normalmente, (detalhe, já me tratava com ele há mais de três anos, ele sequer sabia meu nome e nem lembrava que dias antes havia lhe informado a respeito da menstruação). Fiquei furiosa. Saí da clínica com muita raiva, mas fazer o que, era o que tinha para o momento!

Dias depois, chegou a nossa viagem. No entanto, uma dor muito estranha apareceu no meu joelho direito. Não tinha batido, nem forçado na academia (porque eu não estava frequentando uma, só por isso mesmo! Hahaha).

Era uma dor tão grande, que mal conseguia andar, sentar, ou seja, não conseguia fazer nada. Fui a um ortopedista que fez um raio X, que não apontou nada, me passou uns medicamentos pra dor e assim, fui viajar.

Eu estava muito revoltada com meu médico e em conversa com uma amiga que passava pela mesma situação, ela me indicou um médico de São Paulo. Decidimos que quando retornássemos da viagem, iríamos pra lá fazer uma consulta aproveitando nossos últimos dias de férias.

Chegamos em uma terça, e na quarta fomos à Presidente Prudente para nossa consulta. Nesse dia, meu joelho doía parado, uma dor que nunca havia sentido. O Hugo teve que praticamente me carregar pra conseguir chegar até o consultório. A gente simplesmente não entendia o que estava acontecendo.

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RETORNANDO, PRO INÍCIO?

E olha quem resolveu tomar posse do Blog novamente?! Sim, euzinha… Talita… meu digníssimo marido deixa de escrever nesse momento e a bola passa para mim novamente…

Depois de alguns meses com o Blog abandonado… retorno ao momento onde paramos… Minha primeira FIV negativa que ocorreu em março de 2017 (se você não leu começa a partir daqui).

Depois dos 14 dias de espera para fazer o exame pra saber se deu certo ou não e quando você finalmente pega o resultado e este não é o que você esperava, uma série de dúvidas, culpa, vem à sua cabeça… por que não deu certo? Será que fiz algo errado? Não deveria ter feito tal coisa… deveria ter me cuidado mais… será que tenho algo a mais que está atrapalhando a implantação do embrião?

Meu exame fiz na segunda feira, e fui ao médico na outra semana, chegando lá o questionei se haveriam investigações a fazer, exames.. e a única resposta que recebi foi a de que teria que retornar o tratamento com Zoladex. O que??? De novo??? Mas e a promessa que o tratamento com esse medicamento ocorreria apenas uma vez na minha vida? Como assim, vou ter que passar por isso tudo de novo???

Muitas perguntas na nossa cabeça, a frustração do negativo, a dificuldade em responder às pessoas que vinham saber se “havia dado certo”, gente como isso é dolorido! Sério, não façam isso com uma tentante!

No mesmo dia que fui à clínica, já tomei a primeira injeção de Zoladex. Picada doída, a região fica roxa e tenho cicatriz dos furinhos na minha barriga, mas… tudo pelo sonho de gestar um bebê.

O mês continuou, vida que segue. E uns 20 dias após eu ter tomado a primeira dose da injeção, seriam pelo menos mais três, minha menstruação veio! Da primeira vez que fiz o tratamento, logo na primeira não menstruei mais, mas dessa vez sim!

Liguei para o médico, expliquei a situação e ele disse que era normal isso acontecer, achei estranho, mas aceitei.

Pra quem me conhece, sabe que eu e meu marido AMAMOS viajar… se der uma passadinha no meu Instagram (@talitanegri clica aqui pra seguir), vai ver que temos várias fotos de viagens que fazemos. E pra nós, não há nada melhor pra esquecer uma frustração de uma FIV negativa do que… isso mesmo, viajar…

Um dia, depois de chorar muito e conversar com Deus, resolvemos que iríamos viajar, pra um lugar lindo, tranquilo, no qual pudéssemos descansar e contemplar a natureza de Deus… e assim fizemos!

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